As exportações cabo-verdianas para Portugal cresceram em 2016 e o país manteve a posição de principal fornecedor de Cabo Verde, num contexto de redução global das vendas para o exterior e de agravamento do défice comercial.

Segundo o boletim estatístico do comércio externo, divulgado esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística de Cabo Verde (INECV), as exportações para Portugal cresceram 21,9% em 2016 face a 2015 e representam agora 19,2% do total das exportações, colocando o país em segundo lugar na lista dos principais clientes de Cabo Verde. O primeiro lugar é ocupado pela Espanha, que absorveu 72,5% das exportações cabo-verdianas em 2016.

Globalmente, no ano passado, as exportações e reexportações cabo-verdianas caíram respetivamente 10,3% e 18,4%, enquanto as importações cresceram 10,5%, o que resultou no agravamento em 13% do défice da balança comercial.

Em 2016, Cabo Verde exportou e reexportou mercadorias no valor de pouco mais de 150 milhões de euros e importou mais de 600 milhões de euros de produtos.

O continente europeu continua a ser o principal fornecedor de Cabo Verde, com 79% do total das importações. Portugal manteve-se como principal fornecedor, representando 46,5% do total das importações cabo-verdianas.

Em segundo lugar surge, a Espanha, com 11,3%, seguida da Holanda, China, Brasil, Bélica, França, Itália e Estados Unidos.

Preparados e conservas de peixe (43%), peixes e moluscos (38,2%), vestuário (10,4%), calçado (5,7%) e bebidas alcoólicas (0,9%) foram os principais bens exportados por Cabo Verde, que importou combustíveis (8,8%), reatores e caldeiras (8,2%), máquinas e motores (7,9%), ferro (5,4%), automóveis (4,7%), cimentos (3,1%), leite (3,1%) bebidas alcoólicas (2,8%), têxteis (2,5%) e arroz (2,4%).

As importações de arroz (-25%), combustíveis (-23%) e leite (-6,7%) registaram as quebras mais acentuadas face a 2015, enquanto os veículos (36,2%) e os têxteis (28,6%) tiveram uma evolução positiva.

A estrutura das importações revela que os bens de consumo representam 45,3 por cento do total, seguidos dos bens intermédios (33,4 %), dos bens de capital (12,4%) e os combustíveis (8,8%).