Desde 1925 que o nome Phantom serve para identificar o que muitos consideram ser o melhor automóvel do mundo. A sua actual geração, nascida em 2003, foi a primeira a ser lançada após a BMW ter tomado as rédeas do célebre fabricante britânico. Catorze anos volvidos, e quando já se prepara a chegada do novo modelo (com estrutura em alumínio e lançamento previsto para 2018), o Phantom VII sai de cena, com o último exemplar a abandonar a fábrica de Goodwood a destinar-se a um conhecido coleccionador, que o configurou de forma muito particular.

Com distância entre eixos longa, o derradeiro Phantom VII é um automóvel altamente personalizado, que visa homenagear a época de ouro das grandes viagens. No tablier encontra-se a silhueta estilizada de um paquete da década de 1930, reflexo do fascínio do seu proprietário pelo design e pela iconografia deste tempos. Um tema náutico que se prolonga através das costuras ton-sur-ton evocativas do movimento do mar, aplicadas sobre a pela azul que reveste o interior.

Como é da praxe, a máxima atenção foi dispensada mesmo aos mais ínfimos detalhes. Prova disso mesmo, os relógios instalados no painel frontal e na secção traseira, ao melhor estilo dos rádio-despertadores utilizados nesses grandes transatlânticos – a coroa, com 24 fusos horários, pode rodar em ambas as direcções, permitindo ao utilizador o respectivo ajuste em função do lugar em que se encontre a cada momento.

A carroçaria é pintada num azul específico Blue Velvet, e rematada por uma lista lateral dupla (interrompida, na zona dos guarda-lamas, pela tal silhueta do paquete dos anos de 1930). A composição do visual exterior é complementada pelos pneus com uma risca exterior branca e pelas jantes com o Spirit of Ecstasy em prata maciça.

A Rolls-Royce escusou-se a revelar, quer o nome do destinatário desta sua criação, quer o montante que pela mesma teve que desembolsar.