A bolsa nova-iorquina encerrou esta quinta-feira próxima do equilíbrio, depois de uma sessão sem direção manifestada, com os investidores divididos quanto às consequências das decisões do Presidente Donald Trump.

Os resultados definitivos indicam que o Dow Jones Industrial Average perdeu 0,03% (6,03 pontos), para as 19.884,91 unidades, e o Nasdaq 0,11% (6,45), para as 5.636,20. Ao contrário, o índice alargado S&P 500 valorizou 0,06% (1,30), para os 2.280,85 pontos.

Não houve verdadeiramente informação concreta sobre a qual os investidores se pudessem ter baseado hoje [quinta-feira]”, reconheceu Jack Ablin, do BMO Private Bank.

Entre os indicadores relevantes da economia dos EUA, o anúncio de uma nítida descida das inscrições semanais no desemprego não animou as transações bolsistas, com os investidores a aguardarem pelos números mensais do governo sobre o emprego, esperados para sexta-feira antes da abertura da bolsa.

Desta forma, os investidores reduziram-se a “assimilar as últimas notícias do Governo e da Reserva Federal” (Fed), resumiu Alan Skrainka, da Cornerstone Wealth Management.

Sobre a Fed, o banco central norte-americano não desencadeou qualquer reação por parte dos investidores, ao abster-se de mexer nas taxas de juro.

As últimas ações de Trump, por outro lado, foram de natureza a “levar os investidores a reavaliar os riscos geopolíticos perante o novo governo”, nos termos de Ablin.

Com efeito, a sessão foi marcada por uma subida da tensão com o Irão, por rumores de uma conversa tumultuosa entre Trump e o chefe do governo australiano, bem como por novas declarações incendiárias de Trump sobre o Acordo de Comércio Livre da América do Norte (NAFTA, na sigla em inglês), entre os EUA, o Canadá e o México.

Mesmo que o governo Trump se agite muito na política comercial, os investidores encaixam as declarações e esperam que as decisões finais sejam atenuadas”, relativizou Skrainka.

Apresa de ter marcado o passo durante esta semana, a bolsa nova-iorquina permanece a um nível elevado depois de ter subido fortemente depois da eleição de Trump no final de 2016.

Os discursos dos analistas estão simultaneamente cheios de esperanças com uma política de relançamento da economia, através de descida de impostos e aumento de despesas orçamentais, mas também de inquietações com as restrições da imigração e as medidas protecionistas.