A greve dos trabalhadores das escolas superou as expectativas dos sindicatos, que contabilizam centenas de estabelecimentos encerrados e admitem nova paralisação se o Governo não abrir negociações. Em conferência de imprensa conjunta, a Federação Nacional de Educação (FNE) e a Federação de Sindicatos da Administração Pública (FESAP) não adiantaram números exatos, mas referiram o fecho de centenas de escolas em todo o país devido à greve dos funcionários, apontando como exemplos o Algarve, onde quase uma centena de estabelecimentos encerrou, a cidade de Coimbra, onde apenas uma escola está aberta e os grandes centros urbanos de Lisboa, Porto e Setúbal, onde as maiores escolas também estão de portas fechadas.

“Esta é a maior greve de sempre de trabalhadores não docentes”, disse João Dias da Silva, secretário-geral da FNE, sublinhando a “mobilização extraordinária” dos funcionários das escolas.