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O que diz a crítica americana sobre "24: Legacy"?

"24: Legacy" estreia-se esta segunda-feira às 22h15, na Fox. O spin-off de "24" conta a história de Eric Carter, o herói que corre contra o tempo para salvar os EUA de um ataque terrorista.

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Corey Hawkins é Eric Carter em "24: Legacy"

Corey Hawkins é Eric Carter em "24: Legacy"

Após uma elite de Rangers americanos ter matado o líder terrorista no Iémen, surgem novos perigos para os EUA. O spin-off de “24”, acompanha o sargento dos Rangers, Eric Carter (Corey Hawkins) que, depois de regressar a casa, descobre que a sua identidade e a dos seus colegas foi comprometida. Com a ajuda da antiga diretora da Unidade Anti-terrorismo, Rebecca Ingram, Carter tenta desmantelar a rede terrorista para evitar novos ataques em solo americano.

“24: Legacy” estreou no domingo nos EUA, um dia antes da estreia portuguesa. O Observador reuniu algumas críticas americanas (pouco simpáticas) sobre a série.

Daniel Fienberg, crítico no Hollywood Reporter, escreveu que o protagonista “Corey Hawkings continua a ser um Kiefer Sutherland decente e isso é uma das coisas mais importantes que ’24’ precisa”. Reforça que o ator “necessita de algum trabalho” mas reforça que “a abertura da temporada tem a emoção de ’24′”. E continua: “Contudo, mesmo com uma breve distância, a minha habilidade para me lembrar de alguma coisa boa sobre o resto do casting esfumou-se. Os estereótipos com drogas e alunos do secundário são tão maus como qualquer outra série que tenha personagens jovens”.

Fienberg acrescenta: “Para ser claro, ’24:Legacy’ não é diferente do que veio antes. Só alguém que não presta atenção às notícias a levaria a sério. É uma série de entretenimento e sempre foi. Os novos episódios não foram produzidos com exatidão, mas são OK”.

Já no A.V Club, Zack Handlen fez uma interpretação mais política e mais “americana”: “Admito que me sinto desconfortável a ver este tipo de maldades, sem hesitação. Este tipo de terror que nos força a usar táticas pouco éticas para lutar. E antes que comentem que nem tudo é sobre política, este programa foi usado por pessoas más para defender coisas muito más e, se isso não vos incomoda pelo menos um pouco, provavelmente dormem melhor que eu”, refere.

“No entanto, é engraçado ver a série agora e quão familiar tudo é. Todos os diálogos e todas as novas personagens alimentam a história principal. Contudo, o tema ‘Oh não, terroristas’ tornou-se algo pouco inspirador mesmo sem os eventos recentes. A série vê-se mas até agora está só a borbulhar. Esperemos que o Carter, ou outra personagem, parta o molde brevemente”, conclui Zack.

O crítico da Vulture, Sean T. Collins, foi um pouco mais duro e referiu que a série é “tóxica e estúpida. Contudo, podia ter como subtítulo ‘baseado num tweet de Donald J. Trump’. A história, que mantém algumas referências da estrutura da série original, centra-se em Eric Carter, um dos últimos sobreviventes da unidade de Rangers, que os muçulmanos maus estão a matar, um por um, ao estilo de Kill Bill. Combina islamofobia, misoginia, sexualização de minorias e políticas de anti-imigração que os juízes ‘devem’ proibir. Num clima, onde crianças muçulmanas estão assustadas e sofrem pela segurança das suas famílias, é imperdoável”.

Sydney Bucksbaum, do Nerdist, revela que a série “tem os ingredientes certos, num tempo errado. Não é culpa dos escritores, nem dos atores, nem mesmo da série em si. É apenas do tempo em que está a ser apresentada. Sendo que a série original manteve debaixo de fogo os muçulmanos num mundo pós-11 de setembro, agora apenas parece que a série continua a mostrar os mesmos estereótipos neste mundo de ‘notícias falsas’. Talvez não seja intenção dos escritores mas novamente, não é culpa deles. Como é que podiam saber que uma das ordens executivas mais controversas dos EUA sairia dias antes da estreia da série?”

O crítico James Poniewozik do The New York Times também não poupou a série, “se viu ’24’ sabe que a história das personagens pode mudar. Os bons podem tornar-se maus e vice-versa. ’24: Legacy’ pode surpreender-nos, na realidade, é esse o seu trabalho”.

“A série não diz que todos os muçulmanos são maus. Apenas sugere que qualquer muçulmano pode ser mau. A melhor defesa que ’24’ pode ter é que é uma absurda fantasia, onde a América tem sobrevivido a múltiplos ataques nucleares e a maioria das cidades está livre de tráfico de drogas. Ninguém a considera um documentário,” comenta James e acrescenta: “A série pode não querer fazer parte desta cultura de guerra. Contudo, alguém que conte este tipo de história agora, está a alimentar as pessoas que sonham em fazer a América mais pequena, má e com medo. Será este o legado que ’24’ queria deixar”?

A série de Robert Cochran e Joel Surnow estreia em Portugal esta segunda-feira, dia seis de fevereiro, na Fox, às 22:15h.

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