Aprender a ler é um processo que envolve a capacidade cerebral necessária para que se possa relacionar a área visual com a auditiva, linguística e concetual. Na maioria dos casos, as crianças começam a aprender a interpretar textos por volta dos cinco anos, mas, em alguns casos, o processo de aprendizagem poder atrasar-se até aos sete. Daliyah Arana é uma exceção. Ela começou a ler muito, muito antes, conta o The Washington Post.

Foi aos dois anos e onze meses que Daliyah leu o seu primeiro livro. A ‘menina prodígio’, como lhe chamam, vive em Gainesville, Georgia, Estados Unidos da América. E desafia todos os estudos feitos sobre a altura em que os mais pequenos aprendem a ler.

Haleema, a mãe da criança, contou ao The Washington Post que embora sempre tivesse tido esperança de passar o gosto pela leitura à filha, nunca imaginou que ela se convertesse numa ‘devoradora’ de livros. Enquanto estava grávida de Daliyah, Haleema costumava ler para outras crianças para lhes transmitir a sua paixão por livros. Aos 18 meses Daliyah começou a reconhecer muitas das palavras que apareciam nos contos que se liam lá por casa. E ainda que lesse meio aos soluços, aos três anos começou e acabou o seu primeiro livro.

Depois do primeiro foi sempre a somar. Começou a ler todo o tipo de textos, dias após dia. Agora, com quatro anos, conta já com mais de mil livros lidos e, ainda, mais de cem textos isolados. Ainda assim, gosta mais de histórias infantis do que textos soltos. Segundo conta a própria, quando lê textos para adultos tem que parar muitas vezes para perguntar o significado de algumas palavras. Mas Daliyah não desiste e continua a tentar lê-los.

Segundo afirma a família, é perfeitamente capaz de ler os textos da escola dos seus irmãos, de 10 e 12 anos, só pedindo ajuda para algumas palavras mais complexas.

E é oficial: Daliyah é a leitora (conhecida) mais precoce de sempre e, segundo os cientistas, é sem dúvida motivo de estudo.