O ex-primeiro-ministro da Noruega Kjell Magne Bondevik esteve retido, durante mais de uma hora, a 31 de janeiro, no controlo de fronteiras do aeroporto de Washignton por ter um visto iraniano no passaporte diplomático. À CNN, o político e líder de uma das maiores organizações de direitos humanos, o Centro de Oslo para a Paz e Direitos Humanos, explicou que depois de as autoridades aeroportuárias terem encontrado o visto iraniano foi levado para interrogatório.

Kjell Magne Bondevik tinha estado no Irão em dezembro de 2014, para participar numa conferência anti-extremismo, mas achou que isso não seria problema para entrar nos EUA. “Eles acharam mesmo que eu representava um problema ou uma ameaça para os EUA? Esperava que eles mostrassem mais flexibilidade e sabedoria”, disse.

À CNN, o ex-primeiro-ministro norueguês disse que não concordava com o decreto anti-imigração de Donald Trump e que achava, inclusive, que era uma “contradição” à sua visão sobre a “dignidade humana”. “Desagrada-me mesmo muito que ele esteja a tratar algumas pessoas de países muçulmanos como um grupo e não como indivíduos”, referiu.

A 27 de janeiro, Donald Trump assinou um decreto anti-imigração que proibia durante três meses, com efeitos imediatos, a entrada de imigrantes de sete países muçulmanos: Irão, Iraque, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iémen, no país. Entretanto,o Departamento de Estado dos EUA revogou o cancelamento de vistos para estes cidadãos, depois de um juiz federal ter bloqueado o decreto anti-imigração de Donald Trump.