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Fundada em 2013, a nanoFlowcell tem dedicado o essencial da sua actividade à pesquisa e ao desenvolvimento na área das flow cells, apresentando agora uma solução anunciada como a mais evoluída no domínio das fuel cells. O princípio em questão é relativamente simples de entender: ao invés de armazenarem electricidade, aqui, os acumuladores de energia albergam um líquido com dois componentes químicos que, através de uma membrana especial que os separa, reagem entre si, assim gerando um fluxo de corrente eléctrica (no fundo, transformando energia electroquímica em electricidade).

O líquido em questão é recorrentemente fornecido ao acumulador, e, sempre que necessário, o respectivo depósito pode ser reabastecido como um normal depósito de combustível fóssil. A principal limitação desta tecnologia tem sido, contudo, uma aplicação prática limitada a voltagens bastante baixas.

Algo que a nanoFlowcell se propôs resolver e que apresentará, na sua mais recente geração, instalado num protótipo a revelar já no próximo Salão de Genebra. Segundo a empresa do Liechtenstein, o modelo disporá de uma tecnologia com uma densidade energética equivalente à das mais modernas baterias de iões de lítio. Mas mais segura, mais amiga do ambiente, mais prática e mais eficiente. E com a vantagem adicional de que, para a utilizar, bastaria converter os actuais postos de abastecimento de gasolina e/ou gasóleo em postos de abastecimento do tal líquido iónico desenvolvido pela nanoFlowcell, com um eletrólito próprio, denominado bi-iOn.

Quant 48Volt de seu nome, o protótipo em questão recorre a seis células de combustível montadas em série, a uma inovadora membrana (que é o que define a tensão do sistema, neste caso de 48 Volt, como o próprio nome indica) e a quatro evoluídos motores de baixa voltagem – assumindo-se este como o primeiro sistema de propulsão eléctrica do mercado com controlo variável do fluxo energético.

Na prática, para além das suas formas exteriores arrojadas, o Quant 48Volt conta com um motor eléctrico por roda (o que, desde logo, lhe assegura a tracção integral), cada qual com 188 cv, para um rendimento combinado de 760 cv. Não obstante prometer uma autonomia superior a 1000 km, este protótipo anuncia, ainda, uma aceleração 0-100 km/h cumprida em somente 2,4 segundos, estando a velocidade electronicamente limitada a 300 km/h.

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