O construtor José Guilherme garante que está a “cumprir ao milímetro” todas as obrigações com o Novo Banco, pelo que não faz sentido, na sua perspetiva, que o Lone Star — fundo interessado na compra do Novo Banco — dê como perdidos os mais de 200 milhões de euros que, segundo o Jornal de Negócios, o empresário deve à instituição liderada por António Ramalho. A dívida, que o construtor justifica com a assunção de créditos de outros empresários a quem José Guilherme prestou avales, foi reestruturada há cerca de um ano e, nos novos termos, implica o pagamento de 10 milhões de euros por ano em juros e capital.

A notícia saiu ontem, a reação vem hoje. O Jornal de Negócios escreve que José Guilherme recusa qualquer “calote” ao Novo Banco. “Assumi dívidas de outros [devedores]. Estou a pagar as minhas dívidas e as dos meus sócios. Estou a cumprir ao milímetro o que acordei com o Novo Banco”, afirmou o construtor.

A dívida de José Guilherme ao Novo Banco ainda é valorizada pelo balanço da instituição financeira, mas é um dos vários ativos que a Lone Star quer cobrir com uma garantia pública, mostrando que tem grandes dúvidas sobre se o valor será pago na íntegra.