A taxa de desemprego terminou o ano nos 11,1%, abaixo do esperado pelo Governo nas previsões mais recentes que fez, beneficiando da manutenção da taxa em 10,5% no último trimestre do ano, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE).

A economia portuguesa terminou o ano com menos 73,5 mil desempregados. Destes, 56,5 mil entraram para o mercado de trabalho, e 16,9 mil pessoas deixaram de contar para os números do desemprego, o que pode acontecer por várias razões não especificadas pelo INE, tais como a saída para a reforma ou a emigração.

No entanto, os números sugerem para que esta redução da população ativa possa ter acontecido especialmente pela saída de trabalhadores para a reforma, uma vez que, apesar da redução generalizada da população inativa verificada, o número de pessoas inativas aumentou em 40 mil entre quem tem 65 anos ou mais, e o INE contabilizada mais 34,9 mil reformados.

Além das pessoas com mais de 65 anos, só a categoria entre os 15 e os 24 anos registou uma subida, mas residual em comparação: apenas cerca de 1300 pessoas com idades compreendidas entre os 15 e os 24 anos engrossaram a lista de inativos.

Isto permite a Portugal terminar o ano com uma taxa de desemprego (média anual) de 11,1%, uma décima melhor que a previsão do Governo incluído no Orçamento do Estado para 2017, que em outubro entregou à Assembleia da República. No início do ano, por altura do orçamento para 2016, o Governo esperava que o desemprego fosse ainda mais alto, 11,3%.

Quando comparado com as restantes instituições internacionais e nacionais, o valor acaba por ser ficar sensivelmente em linha. Por um lado ficou abaixo dos 11,4% esperados pelo Conselho das Finanças Públicas em setembro, mas acabou por atingir os 11,1% previstos pela Comissão Europeia em novembro, e ligeiramente acima dos 11% esperados pelo FMI, pela OCDE e pelo Banco de Portugal.

Os indicadores dados a conhecer esta quarta-feira revelam uma melhoria em todas as categorias, seja género, idade ou qualificações, mas é mais pronunciada nas mulheres que nos homens, nas pessoas com idade entre 35 e 44 anos, com qualificações apenas até ao 12.º ano de escolaridade e entre quem procura o primeiro emprego.