O reitor do santuário de Fátima, Carlos Cabecinhas, espera a afluência de uma multidão de peregrinos na visita do papa Francisco, a 12 e 13 de maio, sublinhando que a visita papal centra-se exclusivamente na Cova da Iria.

“Os peregrinos de Fátima não precisam de se pré-inscrever, o que significa que nunca sabemos quantas pessoas estarão. A nossa expectativa é que seja muito grande o número de pessoas que venha para saudar, ver e ouvir o papa”, disse esta sexta-feira Carlos Cabecinhas, em conferência de imprensa da equipa do santuário de Fátima, coordenadora da visita do papa Francisco.

Carlos Cabecinhas frisou que este ano, em que se comemora o Centenário das Aparições, a deslocação de peregrinos a Fátima já seria, só por si, atrativa, “mas com a presença do papa torna-se ainda mais atrativa”. “Significa que a multidão poderá ser muito maior”, adiantou o reitor, em comparação com a deslocação a Portugal do papa Bento XVI, em 2010, que esteve em Lisboa, Fátima e Porto. “Desta vez a visita centra-se única e exclusivamente em Fátima, por isso é expectável que a pressão e a afluência a Fátima seja particularmente significativa e seja muito maior”, frisou Carlos Cabecinhas.

O reitor não adiantou pormenores sobre o programa da visita do papa, que será divulgado, pelo Vaticano, cerca de dois meses antes, em março, mas revelou que, “nas linhas fundamentais” não deverá divergir muito do programa habitual da peregrinação de maio à Cova da Iria, “com algumas adaptações”. O reitor revelou, no entanto, que o papa “à partida” entrará no recinto do santuário, a 12 de maio, “de papamóvel”, lembrando que os percursos no recinto “são particularmente generosos” e “sempre longos” em termos de distâncias, o que significa que Francisco se desloque no veículo que habitualmente o transporta “e não propriamente a pé, dada a distância”.

Carlos Cabecinhas disse ainda que o papa desloca-se a Fátima “apenas para celebrações” religiosas com os peregrinos: “não há encontros previstos, não há receções previstas vem apenas para celebrar aqui em Fátima com os peregrinos, vem como peregrino, é isso que é expectável, o resto teremos de esperar pela divulgação do programa”, afiançou. Lembrou que a deslocação para estar presente no Centenário das Aparições, resultou de um convite da Conferência Episcopal Portuguesa e da Presidência da República “e o papa acedeu a esse convite, mas focou a sua visita” em Fátima.

“O papa quer estar com os portugueses, quer vir a Portugal mas vem focado nesse momento que é o Centenário das Aparições. Aqui não há uma qualquer crispação, não há uma qualquer situação de menor conforto institucional na relação com o Estado português [por o papa não se deslocar a Lisboa], aqui há, fundamentalmente, um desejo deste papa e deste pontificado, porque é uma marca do pontificado, de focalizar claramente, no sentido pastoral e espiritual, aquelas que são as atitudes e as visitas papais”, argumentou o reitor do santuário.

O reitor frisou ainda que o santuário tem uma espaço físico “limitado, tem um limite de peregrinos que pode comportar em segurança que não pode ser ultrapassado” e que, sendo expectável a afluência de um maior número de peregrinos do que aquele que o recinto comporta, serão instalados ecrãs gigantes em áreas anexas, para que os peregrinos possam seguir as celebrações.