As obras de reabilitação da estação de metro de Arroios, em Lisboa, vão custar mais 1,3 milhões de euros do que o inicialmente previsto, estando o valor total fixado em 5,9 milhões de euros, segundo um comunicado esta segunda-feira divulgado.

O projeto de reabilitação, desenvolvido pelo Metropolitano de Lisboa, revestiu-se de particular complexidade ao nível das suas componentes, estruturais e de eletromecânica, que estiveram na origem das alterações que afetaram a fase de anteprojeto, tendo o respetivo orçamento sido revisto de 4,6 milhões de euros para 5,9 milhões de euros, e o prazo de execução estendido a 24 meses”, lê-se no comunicado.

Segundo a empresa, depois de intervencionada, aquela estação ficará com “novos sistemas e tecnologias adequadas aos dias de hoje”.

O Metropolitano de Lisboa fez ainda saber que lançou, esta segunda-feira, o concurso público para as obras de ampliação e remodelação da estação de Arroios, a única que não está preparada para receber comboios de seis carruagens.

Por isso, na linha verde (Telheiras — Cais do Sodré) circulam apenas comboios com três carruagens, o que gera constantes reclamações por parte dos passageiros, que dizem sentir-se como “sardinhas em lata” por as composições estarem sempre muito cheias.

Depois das obras, aquela estação “passará a contar com um cais de 105 metros, viabilizando a circulação na linha verde de comboios com seis carruagens“, e terá elevadores no átrio norte, com acesso à Praça do Chile, “garantindo assim os parâmetros de plena acessibilidade à estação”.

Na nova estação está ainda prevista a aplicação de um painel cerâmico de Nikias Skapinakis, intitulado “Cortina Mirabolante”, criado para esta estação em 2005, indicou a empresa.

A estação de Arroios abriu ao público em 1972, com um cais de 70 metros e dois átrios. Teve como autor do projeto de arquitetura o arquiteto Dinis Gomes e os azulejos foram pintados por Maria Keil.