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Em dia de São Valentim, uma vela por Santo António

Este artigo tem mais de 4 anos

Benfica vence Borussia Dortmund por 1-0 num jogo onde marcou no único remate enquadrado e viu Ederson ser abençoado pelo padroeiro de Osasco. O brasileiro defendeu tudo, até uma grande penalidade.

Um dia em que uma daquelas arreliadoras dores na parte superior da coluna se transforma numa valente dor de cabeça tem tudo para não correr bem. E este foi o início do dia do Benfica: quando a meio da tarde começou a ser difundido que Jonas não estaria em condições de defrontar o Borussia Dortmund, ficou-se com aquele sentimento de quem já está a perder antes de entrar. Mas depois para-se, respira-se e entende-se que nem sempre tem de ser 11 contra 11 e no final ganham os alemães. Haja fé, o historial dos encarnados frente a germânicos na Luz até é favorável. E haja Salvio (Rafa e Carrillo, nem por isso). E sobretudo fé, muita fé, como se vai perceber nos parágrafos abaixo.

O encontro começou com a imagem de marca das duas equipas – vertiginoso (aquela palavra agora tão em voga no léxico futebolês). Bola cá, bola lá, com Salvio a dar um esticão à direita e o meio-campo alemão a dar um avanço pela esquerda. E pelo meio. E pelo centro. Até que Aubameyang, avançado que tem quase tantos pedidos para ir na próxima época para o Real Madrid do que golos, desperdiçou a primeira grande oportunidade, atirando por cima na área com a baliza escancarada. Mais 11 minutos no mesmo registo, mais uma chance flagrante para os visitantes, desta feita com Dembelé a ver um remate cortado quase in extremis a meias entre Lindelöf e Luisão.

Ficha de jogo

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Estádio da Luz, em Lisboa

Árbitro: Nicola Rizzoli (Itália)

Benfica: Ederson; Nélson Semedo, Luisão, Lindelöf, Eliseu; Fejsa, Pizzi; Salvio, Rafa (Cervi, 67′), Carrillo (Filipe Augusto, 46′) e Mitroglou (Raúl Jiménez, 75′)

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Treinador: Rui Vitória

Suplentes não utilizados: Júlio César, Jardel, André Almeida e Samaris

Borussia Dortmund: Bürki; Piszczek, Sokratis, Bartra, Schmelzer; Durm, Weigl, Raphael Guerreiro (Gonzalo Castro, 82′); Dembelé, Reus (Pulisic, 82′) e Aubameyang (Schürrle, 62′)

Treinador: Thomas Tuchel

Suplentes não utilizados: Weidenfeller, Ginter, Kagawa e Passlak

Golos: Mitroglou (48′)

Ação disciplinar: cartão amarelo a Fejsa (63′), Schmelzer (74′), Pulisic (84′) e Bartra (90′)

O Benfica não jogava mal. Ia tentando de forma prudente apanhar em contra pé o Borussia Dortmund sem esticar a manta para não morrer do próprio veneno. Mas as nuances táticas que o jogo dos alemães consegue ter sem que exista qualquer paragem acaba por desconcentrar qualquer adversário e foi quase com naturalidade que Raphael Guerreiro cruzou rasteiro na área para o toque final de Aubameyang inaugurar o marcador. Esse toque não chegou. E Turchel, treinador dos germânicos, chegava aos 44 minutos e quase já não tinha folhas no seu bloco de bolso para escrever. Mas se calhar bastava só uma linha: finalizar as oportunidades. Porque quem não marca, arrisca-se.

Meu dito, meu feito. Aos 48 minutos, na sequência de um canto apontado da direita, um toque meio atabalhoado antes de uma finalização perfeita de Mitroglou estragou aquilo que parecia estar destinado desde o início do encontro – um golo de Luisão a coroar o 500.º jogo pelo Benfica do Girafa.

A partir deste momento, confessamos que quase tivemos o mesmo problema de Turchel no final da primeira parte: o espaço no bloco para escrever as oportunidades desperdiçadas pelo Borussia Dortmund escasseava. Até uma grande penalidade, após mão de Fejsa na área, Ederson conseguiu travar (e quase sem se mexer, porque remates ao meio da baliza nem sempre resultam). Que enorme exibição do guarda-redes encarnado, mesmo para Taffarel ver – a seleção brasileira está já ali ao virar da esquina para o guardião.

Estamos em Fevereiro, em pleno Dia dos Namorados, mas tudo pareceu abençoado por Santo António, o santo padroeiro de Osasco, onde Ederson nasceu. O Borussia Dortmund teve mais posse (69%), muito mais remates (14-5), mais do triplo dos cantos (10-3), mas poderia ainda estar a jogar e dificilmente conseguiria furar aquela baliza à guarda de Ederson, o herói que já tinha sido abençoado na primeira parte quando, numa saída extemporânea, pontapeou Dembelé sem que o árbitro visse falta.

Final do jogo. Nem Piszczek, nem Bartra, nem Dembelé, nem Reus, nem Schürrle, nem Pulisic. Muito menos Aubameyang. Muitos tentaram, nenhum conseguiu marcar. E a verdade é que o Benfica conseguiu confirmar o bom registo contra alemães em casa, conseguindo uma importante vantagem para a segunda mão. É curta, certo, mas ‘basta’ marcar em Dortmund e o Borussia já tem de ir aos três golos. O que, com um Ederson assim, só mesmo por milagre.

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