O Tribunal de Recurso de Timor-Leste validou as oito candidaturas às presidenciais de 20 de março e realiza na quinta-feira o sorteio para a distribuição dos nomes no boletim de voto, disse à Lusa fonte da instituição. As candidaturas – menos cinco do que as apresentadas às eleições presidenciais de 2012 – foram submetidas no Tribunal de Recurso entre 23 de janeiro e 5 de fevereiro, último dia do prazo previsto no calendário eleitoral aprovado para o voto de 20 de maio.

José Neves, ex-comissário da Comissão Anticorrupção (CAC), foi o primeiro a apresentar a sua candidatura ao tribunal (a 23 de janeiro), seguindo-se dois dias depois Amorim Vieira, um timorense que viveu na Escócia e que chegou a ser militante do Scottish National Party em East Killbridge.

A 1 de fevereiro foi apresentada a candidatura de António Maher Lopes (apoiado pelo Partido Socialista de Timor) e no dia 3 foram apresentadas as candidaturas de Ângela Freitas, atual presidente do Partido Trabalhista (PT) e de António da Conceição, ministro da Educação, apoiado pelo Partido Democrático (PD). No dia 4 foi entregue no tribunal a documentação da candidatura de Francisco Guterres (Lu-Olo), presidente da Fretilin e ex-presidente do Parlamento Nacional. E, finalmente, no domingo, dia 5, foram entregues as candidaturas de José Luis Guterres, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros e atual deputado da Frente Mudança (FM), e a de Luis A. Tilman.

Em alguns casos o Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) comprovou que havia irregularidades nas assinaturas recolhidas, tendo sido dada oportunidade aos candidatos de as corrigir. A lei exige que cada candidato tenha pelo menos 5.000 assinaturas das quais 100 por cada um dos 13 municípios timorenses.

O período da campanha para o voto presidencial decorre entre 3 e 17 de março, a votação decorre a 20 de março e o escrutínio provisório dos resultados deverá estar concluído entre 23 e 25 de março.

As eleições presidenciais deverão ter 941 mesas de voto em 693 centros de votação, o que obrigará à contração de mais de 10 mil funcionários para acompanhamento eleitoral. Vão ser contratados 693 brigadistas – um responsável por cada um dos centros de votação – e 9.410 oficiais eleitorais, dez por cada uma das mesas de voto.