Depois de Andrew Puzder, Alexander Acosta. O Presidente norte-americano Donald Trump escolheu para secretário do Trabalho o primeiro hispânico da sua administração. A nomeação, que é anunciada esta quinta-feira numa conferência de imprensa, acontece um dia depois de o empresário Andrew Puzder se ter retirado da “corrida” na sequência das dúvidas levantadas pelo partido republicano em relação à sua nomeação.

Acosta é atualmente decano da Universidade de Direito da Florida, foi procurador-geral adjunto para os direitos civis e chegou a ser nomeado pelo anterior presidente norte-americano George W.Bush para o Conselho Nacional das Relações Laborais. Filho de imigrantes cubanos, Alexander Acosta torna-se assim o primeiro cidadão hispânico a fazer parte do gabinete de Trump.

“Acho que vai ser um incrível secretário do Trabalho”, disse Donald Trump numa conferência de imprensa esta quinta-feira, que começou por ser sobre a mais recente nomeação mas que acabaria por ser sobre muito mais, com o presidente norte-americano a defender os “feitos” da sua administração e a repetir duras críticas à imprensa.

A nomeação de Acosta surge depois do afastamento de Andrew Puzder, que tinha sido a primeira escolha para o cargo. A saída de cena de Puzder aconteceu esta quarta-feira depois de os republicanos no Senado terem avisado a Casa Branca de que estava a perder apoio. Andrew Puzder era o CEO da empresa que detém as cadeias de fast food Hardee’s e Carl’s Jr. e tem sido recorrentemente alvo de críticas por parte dos democratas e de grupos liberais que o acusam de maltratar os seus colaboradores, de se opor ao salário mínimo e de apoiar a automação do mercado laboral.

Durante a conferência de imprensa, Trump aproveitou para fazer um balanço do primeiro mês na Casa Branca, dizendo que herdou do anterior governo uma “confusão (mess, no original)” e desdobrando-se em auto-elogios. “Acho que nunca houve um Presidente eleito que fez em tão pouco tempo aquilo que nós fizemos”, disse, para a seguir voltar a atacar a imprensa, que diz não dizer a verdade sobre o seu governo.

Segundo Trump, alguns meios de comunicação não falam para o público mas para atender a interesses privados. “A imprensa ficou tão desonesta que se não falarmos sobre isso não estaremos a fazer um bom serviço ao povo americano”, disse. “O nível de desonestidade está fora de controle”.