Os Estados Unidos apelaram para que o Governo venezuelano proceda à “libertação imediata de todos os prisioneiros de consciência” e à “restauração de um processo democrático que reflita a vontade do povo”.

Os Estados Unidos estão “preocupados” com a atuação do Governo venezuelano, “que continua a prender” cidadãos “pelas suas convicções políticas” e também face a outras ações do executivo da Venezuela para, segundo Mark Toner, porta-voz do Departamento de Estado, “criminalizar a divergência e negar aos cidadãos os benefícios da democracia”.

Os Estados Unidos apelaram também para o “respeito pelo Estado de Direito”, pela “liberdade de imprensa” e pela “separação de poderes”.

Em concreto, Washington apela à libertação dos “mais de 100” prisioneiros de consciência detidos na Venezuela, entre eles o líder da oposição, Leopoldo López, que hoje cumpre três dos 14 anos de prisão a que foi condenado por alegado incitamento à violência durante protestos contra o governo.

Mas também refere dois ex-autarcas e “muitos outros estudantes, ativistas, jornalistas e manifestantes pacíficos” detidos.

Hoje, centenas de venezuelanos manifestaram-se, na capital, Caracas, para exigir a libertação de López, depois de, na quarta-feira, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter pedido a libertação deo opositor, depois de receber a mulher deste, Lilian Tintori, na Casa Branca.

No início da semana passada, Washington decretou sanções económicas contra o vice-Presidente venezuelano, Tareck El Aissami, por alegado narcotráfico.

A tensão política entre os dois países americanos tem aumentado, sendo conhecidos os ataques violentos do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, contra “o império” dos Estados Unidos.

Os dois países não partilham representações diplomáticas desde 2010, mas têm mantido importantes relações económicas, nomeadamente no setor petrolífero.