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Todos os anos nascem no mundo quase 15 milhões de bebés antes das 37 semanas de gestação, ou seja, prematuramente. Destes nascimentos, 3,4 milhões podem ser consequência da poluição atmosférica. O alerta é da Organização Mundial de Saúde, que recorre a um estudo realizado pelo Instituto Ambiental de Estocolmo, a London School of Hygiene and Tropical Medicine e a Universidade do Colorado.

Ao todo, o estudo analisa 184 países. Os continentes mais afetados são a Ásia e África, com quase 60% de todos os nascimentos prematuros em resultado da poluição do ar.

O nascimento prematuro é um das principais causas de morte em crianças com menos de cinco anos, sendo igualmente responsável por dificuldades de aprendizagem, bem como de graves problemas auditivos e visuais. O estudo lembra, no entanto, que esta não é a única causa para os nascimentos prematuros, destacando que o tabagismo, o consumo de drogas ou a pobreza (e, por consequência, a subnutrição) são igualmente fatores de risco.

Os investigadores focaram-se num tipo de poluição particularmente prejudicial à saúde: as partículas finas no ar, que têm menos de 2.5 micrometros de diâmetro e resultam sobretudo das emissões diesel e das queimadas na agricultura.

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