Um polícia morreu e 31 pessoas ficaram feridas, duas com gravidade, devido à explosão de uma bomba de fabrico artesanal perto da praça de touros de Bogotá, adiantaram a Associated Press (AP) e a EFE. A explosão ocorreu no bairro de La Macarena, no centro da capital Bogotá, muito próximo da quase centenária praça de touros da cidade, La Santamaría, e a maioria dos feridos são polícias, que foram transportados para o centro médico San Ignacio e para o Hospital Central Policía Nacional.

“Lamento a morte do polícia John Herrera em consequência da bomba desta manhã na Macarena. Os terroristas não nos vão intimidar. Vamos fazer tudo o que seja necessário para capturá-los”, escreveu o presidente da câmara municipal de Bogotá, Enrique Peñalosa, na sua conta na rede social Twitter, citado pela EFE. De acordo com a EFE não está ainda confirmado se a explosão foi acidental ou um atentado.

O artefacto, cuja forte explosão provocou partiu janelas nos apartamentos nas imediações, terá sido deixada num esgoto próximo de um ‘hostel’ para jovens muito popular entre os estrangeiros. A bomba explodiu poucas horas antes de uma corrida de touros agendada para este domingo. O local tem sido palco nas últimas semanas de violentos confrontos entre a polícia a ativistas dos direitos dos animais.

No mês passado, a polícia recorreu a gás lacrimogénio e prendeu dezenas de manifestantes para controlar multidões que atacaram fisicamente espectadores que assistiam à primeira corrida de touros na capital da Colômbia em quatro anos. A corrida de domingo era a última da temporada na capital colombiana, o que motivou a presença de um forte dispositivo policial.

De acordo com a AP, um vídeo registado localmente, no momento da explosão e difundido pelos media colombianos, mostra uma nuvem de destroços numa rua movimentada, com transeuntes e carros a circular.

O presidente da câmara municipal que antecedeu Peñalosa, de esquerda, tinha proibido as corridas de touros em 2012, mas o Tribunal Constitucional reverteu a decisão, sentenciando que as corridas de touros são parte da herança cultural da Colômbia e que, por isso, não podiam ser proibidas.