Guardas malaios armados estão hoje a proteger o corpo de Kim Jong-Nam, o meio-irmão do líder norte-coreano, que foi assassinado na semana passada no aeroporto de Kuala Lumpur. Uma coluna de quatro veículos entrou no hospital esta madrugada, com cerca de 30 membros das forças especiais malaias que garantiram a segurança na área antes de deixarem o local a meio da manhã.

O corpo de Kim Jong-nam — assassinado no dia 13 no aeroporto de Kuala Lumpur — tem estado no centro de um conflito diplomático entre Pyongyang e a Malásia, depois de a Coreia do Norte insistir que seja devolvido e de se ter oposto à autópsia. No entanto, a Malásia rejeitou o pedido, dizendo que os restos mortais devem ficar na morgue até um membro da família os vir identificar com uma amostra de ADN.

Na segunda-feira à noite surgiram notícias que davam conta que o filho de Kim Jong-nam, Kim Han-Sol, chegaria a Kuala Lumpur, vindo de Macau, mas a agência AFP não conseguiu confirmar a sua presença na Malásia. O enviado de Pyongyang a Kuala Lumpur recusou, na segunda-feira, o pedido de uma amostra de ADN, considerando-o “absurdo” e disse que a embaixada tinha o direito de reclamar o corpo de um detentor de um passaporte diplomático.

O embaixador Kang Chol lançou também críticas à investigação da morte, dizendo que é politicamente motivada e que a Malásia conspirou com a Coreia do Sul para culpar o Norte. O ministro dos Negócios Estrangeiros malaio, Anifah Aman, disse sentir-se “profundamente insultado” pelas acusações, baseadas em “delírios, mentiras e meias-verdades”.

A Malásia tinha anteriormente convocado o seu embaixador em Pyongyang e chamado Kang para discutir o conflito no Ministério dos Negócios Estrangeiros. Kim Jong Nam morreu após ter sido aparentemente envenenado no aeroporto de Kuala Lumpur.