Depois da polícia holandesa, chegou a vez de as forças militares francesas apostarem no treino de águias para intersetarem e destruírem drones inimigos.

Batizadas com os nomes de D’Artagnan, Athos, Porthos e Aramis — em homenagem aos “Três Mosqueteiros” — as quatros águias douradas nasceram em 2016 em cima de drones. Os ovos foram colocados sobre os dispositivos e, quando as aves viram a luz, foram mantidas junto aos aparelhos por algum tempo, numa iniciativa que teve como objetivo fazer com que se familiarizassem com as máquinas.

No entanto, apenas ficaram prontas para a sua “missão” este mês, sendo capazes de intersetar, perseguir e destruir drones, com o bico e as garras. Em troca, recebem carne. D’Artagnan, por exemplo, foi lançado de uma torre de controlo militar e é capaz de cobrir 200 metros de distância em 20 segundos. “As águas estão a fazer um bom progresso”, assegura o comandante da força aérea francesa citado pelo Washington Post.

As autoridades francesas estão satisfeitas com as águias: preparam já uma segunda geração para “atacar” drones e estão a desenhar luvas de couro e de kevlar (material anti-explosão) para proteger as garras.

França viu crescer a preocupação com os drones desde que, no início de 2015, aparelhos “inimigos” sobrevoaram o palácio presidencial e um local militar de acesso restrito, mas, sobretudo, após os ataques em Paris, em novembro de 2015. Além da Holanda, que também utiliza águias para caçar drones, Japão usa drones para destruir outros drones.