O lucro da Corticeira Amorim atingiu em 2016 “o melhor registo de sempre”, aumentando 86,7% face a 2015, para 102,7 milhões de euros, anunciou esta quarta-feira o grupo. Num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a corticeira de Mozelos, Santa Maria da Feira, reporta um aumento de 6,1% das vendas no ano passado, para o valor também recorde de 641,4 milhões de euros, e adianta que a administração irá propor na assembleia geral de acionistas de 7 de abril a distribuição de um dividendo bruto de 0,18 euros por ação.

“Contrariamente ao ano anterior, em que o efeito cambial foi bastante favorável, as vendas de 2016 não foram materialmente impactadas pelas taxas de câmbio. O desempenho da área de rolhas (+7,6%) foi de novo assinalável e reforça a unidade de negócio como o grande motor de crescimento das vendas”, refere a empresa.

“De salientar” foi também “a confirmação da retoma na unidade de negócio revestimentos, reforçam, que registou um crescimento de vendas de 6,6%”. Em termos consolidados, a alienação da participação na US Floors resultou num ganho, líquido de impostos, de cerca de 30 milhões de euros em 2016.

O efeito conjugado do aumento de vendas, do bom registo ao nível da margem bruta e da diminuição dos custos operacionais traduziu-se num EBITDA (resultados antes de impostos, juros, amortizações e depreciações) corrente acumulado de 122,3 milhões de euros, mais 21,5% do que no período homólogo.

No ano passado, o rácio EBITDA/vendas foi de 19,1%, o que compara com os 16,7% de 2015. A Corticeira Amorim terminou o exercício do ano passado com uma dívida remunerada de 36 milhões de euros, menos 48 milhões de euros do que no ano anterior, tendo o gasto líquido com a dívida remunerada recuado para os 1,6 milhões de euros.

Numa análise da atividade por unidade de negócio, verificou-se um aumento homólogo de 9,7% no volume de negócios das matérias-primas, para 148,6 milhões de euros, e uma subida de 7,6% em valor nas rolhas, que atingiram o número recorde de 4,4 mil milhões de unidades vendidas (20 milhões de rolhas/dia). As vendas totais da unidade de revestimentos atingiram os 117,1 milhões de euros, mais 6,6% do que em 2015, “com especial ênfase nos produtos fabricados”, enquanto na unidade de aglomerados compósitos as vendas mantiveram-se estáveis nos 100,1 milhões de euros e na unidade de isolamentos amentaram 13,9%.