O Presidente islandês, Guðni Th. Jóhannesson, foi obrigado a pedir desculpa à população depois de ter sugerido que o ananás devia ser banido como ingrediente na pizza — e assim seria se estivesse nas suas mãos tomar essa decisão. As repercussões cibernéticas não se fizeram esperar e o mundo inteiro correu para o Twitter para defender que se continuassem a vender suculentas pizzas com ananás enquanto que outros se colocaram de alma e coração ao lado do presidente. São as grandes questões do nosso tempo… passado online.

https://twitter.com/MelanieMofo94/status/826267360394825728

Numa visita a um liceu em Akureyri, Guðni Th. Jóhannesson disse que a sua equipa de futebol preferida é o Manchester United e que “se opunha fundamentalmente” à utilização de ananás nas pizzas. A ligação entre estas duas preferências não ficou clara mas, na terça-feira, era já bastante evidente que alguma coisa teria que ser feita para acalmar os milhares de islandeses que sofriam na antecipação de verem os cubinhos retirados das suas pizzas.

https://twitter.com/kerrysly01/status/834220623425581056

Numa cómica mensagem deixada na sua página do Facebook, escrita em inglês e em islandês, o governante diz que “os presidentes não devem ter poderes ilimitados” e que não desejaria ter um poder tão abrangente que “possibilitasse simplesmente banir” aquilo de que não gosta nem tão pouco “viver num país no qual isso seja possível”. O Presidente aparentemente gosta de ananás, “apenas não nas pizzas”, e como guarnição para esta delícia italiana prefere marisco.

Guðni Th. Jóhannesson tem 47 anos, foi professor de História e goza de um popularidade invejável perto dos 98%. O seu estilo informal — que incluiu vários almoços de pizza take away — é um dos motivos do seu sucesso, mas há outras razões para ser querido pelos islandeses: em junho do ano passado recusou um aumento salarial de 20% e passou a doar 10% do seu salário para caridade. Além disso, escreve o diário The Guardian, foi o primeiro presidente, de todos os países do mundo, a participar numa parada Gay Pride.