A ONU prometeu, esta quarta-feira, mobilizar apoio internacional para a assistência às vítimas do ciclone, que atingiu, na quarta-feira da semana passada, a província de Inhambane, sul de Moçambique, e matou sete pessoas e feriu 55. “Vamos mobilizar o sistema humanitário internacional para o apoio às vítimas desta calamidade, tendo em atenção as prioridades mais prementes, que são o abrigo e a sua subsistência”, disse a coordenadora-residente da ONU em Maputo, Márcia Castro, durante um encontro com responsáveis do Instituto Nacional de Gestão das Calamidades Naturais (INGC) de Moçambique.

As Nações Unidas, prosseguiu Castro, enviaram equipas para os distritos da província de Inhambane afetadas pelo ciclone, com o objetivo de avaliar as necessidades das populações e monitorizar a disponibilização da ajuda.

Por seu turno, o diretor-geral do INGC, Osvaldo Machatine, afirmou que o ciclone deixou numa situação de vulnerabilidade 770 mil pessoas, destruiu 106 salas de aula e cerca de 70 unidades de saúde.

O INGC estima em 900 milhões de meticais (12 milhões de euros) o montante necessário para reposição de infraestruturas destruídas pelo ciclone.

O ciclone, que começou como uma depressão tropical, formou-se no canal de Moçambique e, à medida que se aproximava da costa, aumentou a velocidade, tendo os ventos atingido uma velocidade de mais de 100 quilómetros por hora, com rajadas de cerca de 150 quilómetros por hora.