Um estudo revela que ser canhoto ou destro não está diretamente relacionado com o cérebro, tal como muitos cientistas acreditavam até aqui, mas sim com a medula espinal, conta o El Espãnol. Teorias anteriores consideram que a tendência para escrever e executar tarefas com a mão esquerda ou direita já se consegue observar no útero da mãe, às oito semanas de gestação, através dos movimentos da mão e do braço do bebé. Até agora sempre se acreditou que esses movimentos partiam do córtex cerebral: era a partir daí que eram enviados sinais para a medula espinal, encarados como uma ordem de movimento.

A mais recente investigação, publicada no eLife, vem contrariar esta certeza. De acordo com dados revelados pelos investigadores, o córtex cerebral não está ligado à medula espinal desde o princípio da formação dos fetos e, mesmo antes de todas as ligações estarem desenvolvidas, os movimentos das mãos no útero já são evidentes. Por isso, a tendência para ser esquerdino ou destro não está relacionada com o cérebro, mas sim com a medula espinal. Para comprovar esta hipótese, os investigadores analisaram os genes presentes na medula espinal entre a oitava e a décima segunda semanas da gravidez, quando os segmentos da coluna vertebral que controlam o movimento se desenvolvem.

O estudo foi levado a cabo pela Universidade alemã de Ruhr Bochum, em colaboração com o Instituto Max Planck de Psicolinguística, com a Universidade de Radboud nos Países Baixos e com o Centro de Investigação Wellenberg, da Universidade de Stellenbosch na África do Sul.