O Instituto Português do Desporto e da Juventude está a aceitar candidaturas de jovens “nem-nem” (que não estudam nem trabalham) para uma bolsa de 700 euros mensais, com a duração de um semestre. Esse dinheiro — que pode ser acrescido de 10 mil euros numa fase posterior — terá de ser aplicado para começar um negócio ou uma atividade com ou sem fins lucrativos.

As inscrições para a primeira fase de seleção para o Empreende Já estão abertas até dia 6 de março e no ano de 2017 serão aceites um total de 315 candidaturas — tantas quantas na segunda edição, que terá início em setembro de 2017.

Até às 23h30 desta quinta-feira (23 de fevereiro), já tinham sido feitas 1351 registos e 71 já tinham sido aprovados. Quer isto dizer que, à altura, sobravam 244 vagas para passar à segunda fase.

A segunda fase destina-se aos 90 melhores planos de negócio entre todos os submetidos, após frequência de formação e de tutoria. Nesta segunda fase, após terem sido selecionadas, e mediante a apresentação de provas de abertura de atividade económica, as empresas podem receber um total de 10 mil euros.

As ideias apresentadas em cada candidatura podem ser elaboradas pelos concorrentes à bolsa. Da mesma forma, quem quiser recorrer a este programa também pode candidatar-se aos projetos que já estão previstos na Rede de Fomento de Negócios.

Segundo a informação disponível no site do Empreende Já, este programa destina-se a pessoas com o seguinte perfil:

  • Idade entre os 18 e os 29 anos;
  • Residentes em Portugal continental (para os Açores e para a Madeira existem já outros programas semelhantes);
  • Escolaridade obrigatória completa, de acordo com a legislação em vigor consoante na altura;
  • Não estudam, não trabalham, nem se encontram em formação;
  • Inscritos num centro de emprego;
  • Que não beneficiem de apoios de outras medidas do Plano Nacional de Implementação de uma Garantia para a Juventude.

Segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística, em 2016, 13,2% dos cerca de 2 279 000 de jovens entre os 15 e os 34 anos que vivem em Portugal não tinham emprego nem estudavam.