Nove militares venezuelanos foram presentes na quinta-feira ao Tribunal Militar de Caracas, acusados pelas autoridades de alegadamente planearem um golpe de Estado contra o Presidente da Nicolás Maduro. Os militares foram acusados de “traição à pátria e instigação de rebelião” e foram enviados para as prisões de Ramo Verde e da Direção-Geral de Contra-inteligência Militar.

Segundo as autoridades, oito dos nove militares foram detidos por organizarem um movimento com o objetivo de gerar um levantamento ou rebelião contra o poder Executivo.

Os acusados são suspeitos de planearem um assalto à Companhia 4209 de Franco-atiradores Capitão Fernando Crespo, para se apoderarem de 52 espingardas Dragunov, 312 carregadores de espingardas, 3.200 cartuchos e 20 pistolas de nove milímetros com duas mil munições. O expediente dá conta que “o movimento contava com apoio” na cidade de Caracas e nos estados de Bolívar, Carabobo e Zúlia.

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Terão sido também convocados sargentos para serem incluídos “no anel de segurança com a finalidade de protegerem o papá”, numa referência ao general reformado Raul Isaías Baduel, ex-ministro da Defesa do falecido líder Hugo Chávez.

Os detidos foram identificados como Ramón António Lozada Saavedra (general de brigada da Guarda Nacional), o sargento Noel Ricardo Romero Lugo, e os sargentos do Exército, Jairon Ely Villegadas Moreno, Javier Rafael Peña, Feydi Rafael Montero, Juan Francisco Díaz Castillo, Yecson Enrique Lozada Matute e Rubén Augusto Bermúdez Oviedo. Um dos acusados, o tenente-coronel Carlos Enrique Viana Sosa, será julgado em liberdade.