A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) considerou esta terça-feira que a trégua entre as Forças de Defesa e Segurança moçambicanas (FDS) e o braço armado da Renamo, principal partido de oposição, está a dinamizar a economia do país.

Falando esta terça-feira em Maputo, durante um seminário sobre o setor de petróleo e gás em Moçambique, o vice-presidente da CTA, Agostinho Vuma, afirmou que os transportes, turismo e comércio são algumas das áreas que estão a beneficiar com a trégua.

“Uma avaliação feita pela CTA em janeiro constatou que o acordo tem dinamizado alguns setores económicos importantes, abrindo novas pespetivas para o relançamento da economia”, declarou Vuma.

Segundo Vuma, em janeiro passado, o número de autocarros de passageiros que partem de Maputo para as capitais provinciais aumentou em 74%.

Em finais de dezembro, após conversas telefónicas com o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, o líder da Renamo (Resistência Nacional Moçambicana), Afonso Dhlakama, declarou uma trégua de uma semana como “gesto de boa vontade”, tendo, posteriormente, prolongando o seu prazo para 60 dias.

A trégua interrompeu meses de confrontos entre as FDS e o braço armado da Renamo, desencadeados pela recusa do movimento em aceitar a derrota nas eleições gerais de 2014, acusando a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder, de fraude no escrutínio.

A Renamo exige governar em seis províncias do centro e norte do país onde reivindica vitória nas eleições gerais.