Doenças

A nova arma contra a anorexia: choques elétricos

Um novo estudo fala sobre os benefícios da estimulação cerebral para a melhoria dos sintomas da anorexia e, inclusive, para a prevenção de possíveis recaídas neste transtorno alimentar.

Em cerca de 3 meses o índice da massa corporal das mulheres começou a aproximar-se no que é considerado saudável após este tratamento

Depois da esquizofrenia e da perda de memória, o uso de choques elétricos revelou-se também positivo no tratamento da anorexia. Após vários estudos terem mostrado resultados positivos desta terapêutica, uma nova investigação realizada por uma equipa de cientistas chegou à conclusão que também funciona em casos do distúrbio alimentar, conta o El Español.

Os transtornos alimentares têm aumentado nos últimos anos, especialmente nos países desenvolvidos, mesmo depois de varias campanhas de prevenção. A anorexia nervosa é uma das mais comuns, afetando cerca de 0,5% da população mundial, especialmente jovens adolescentes. Se não for tratada a tempo, pode ter consequências como a desnutrição, debilidade nos ossos e músculos, convulsões, problemas cardíacos e até morte. O tratamento mais comum são sessões de terapia, quer individuais quer em grupo. Em casos mais complexos, são receitados antidepressivos e tratamento psiquiátrico. Mas há uma grande tendência para a reincidência da doença no período de um ano.

Este novo estudo analisou 16 mulheres com anorexia extrema, com idades entre os 21 e 57 anos, nas quais os tratamentos tradicionais já não estavam a fazer efeito. Todas as mulheres foram submetidas a uma intervenção cirúrgica onde foi implantado um sistema na área do cérebro responsável pelos sintomas da anorexia. Depois de colocado o implante, as pacientes receberam pequenas descargas elétricas (5 e 6.5 voltes) a cada 90 micro segundos, durante um ano.

Ainda que três das pacientes tenham tido alguns efeitos secundários, a intervenção cirúrgica funcionou. Em cerca de 3 meses, o índice da massa corporal das mulheres começou a aproximar-se do que é considerado saudável.

Os investigadores afirmam que sabem que o seu estudo teve uma amostra muito reduzida, mas que os seus resultados são já um grande avanço. A experiência mostrou que a cada descarga elétrica no cérebro das pacientes a sua atividade cerebral mudava notoriamente. Os investigadores ressalvam a ideia de que este estudo pode ser um ponto de partida para outros estudos de maiores dimensões.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Europa

Falta de confiança  /premium

Manuel Villaverde Cabral

Por todo o lado são cada vez mais os eleitores que se abstêm ou que se viram para os «populistas» que tudo prometem e, até agora, não conseguem mais do que piorar as coisas, aumentando a instabilidade

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Ligue-se agora via

Facebook Google

Não publicamos nada no seu perfil sem a sua autorização. Ao registar-se está a aceitar os Termos e Condições e a Política de Privacidade.

Detalhes da assinatura

Acesso ilimitado a todos os artigos do Observador, na Web e nas Apps, até três dispositivos.

E tenha acesso a

  • Assinatura - Aceda aos dados da sua assinatura
  • Comentários - Dê a sua opinião e participe nos debates
  • Alertas - Siga os tópicos, autores e programas que quer acompanhar
  • Guardados - Guarde os artigos para ler mais tarde, sincronizado com a app
  • Histórico - Lista cronológica dos artigos que leu unificada entre app e site

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Inicie a sessão

Ou registe-se

Ao registar-se está a aceitar os Termos e Condições e a Política de Privacidade.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)