A China vai extinguir 500.000 empregos este ano na indústria pesada, sobretudo nos setores do aço e do carvão, visando reduzir o excesso de capacidade de produção, que causou a queda dos preços em todo o mundo. O ministro chinês dos Recursos Humanos e Segurança Social Yin Weimin disse, esta quarta-feira, que Pequim vai apoiar os trabalhadores despedidos, transferindo-os para novos postos de trabalho, a iniciar a sua própria empresa ou a reformarem-se.

Pequim está a encetar uma transição no modelo económico chinês, visando reduzir a dimensão de indústrias, vistas como “improdutivas”, nomeadamente as do aço, carvão, alumínio, cimento e vidro, em que a produção supera a procura. Algumas empresas tentam exportar o seu excesso de produção, suscitando criticas nos Estados Unidos, Europa e outros países, por causarem pressão deflacionária e colocarem em risco milhares de postos de trabalho.

Na indústria siderúrgica, o país asiático produz hoje mais do que os outros quatro gigantes do setor – Japão, Índia, Estados Unidos e Rússia – combinados.

Em conferência de imprensa, Yin disse que o Governo prestou assistência a 726.000 pessoas cujos postos de trabalho, nas indústrias do aço e do carvão, foram eliminados no ano passado.

A China é a segunda economia mundial, a seguir aos EUA, e um dos motores do crescimento global. Em 2016, a economia chinesa cresceu 6,7%, o ritmo mais baixo dos últimos 26 anos. Em 2015, o setor dos serviços representou pela primeira vez mais de metade do Produto Interno Bruto (PIB), à frente da indústria e agricultura.