Holanda, Bélgica, Dinamarca, Noruega e também Portugal juntaram-se para apoiar as organizações não governamentais (ONG) que realizam abortos e que foram afetadas pela medida anti-aborto levada a cabo por Donald Trump, um dia depois de assumir a Presidência dos Estados Unidos. Num mês, já foram angariados 40 milhões de euros, noticia o El País.

A resposta a Trump foi liderada pela ministra holandesa da Cooperação e Desenvolvimento Lilianne Ploumen que revelou, no dia seguinte ao do anúncio de Trump, que iria lançar “um fundo internacional para oferecer às mulheres dos países em vias de desenvolvimento o acesso a informações fidedignas, a meios contracetivos e ao aborto”. “A proibição do aborto não leva a menos abortos, mas a mais práticas irresponsáveis em sítios clandestinos e a mais mortalidade materna”, sublinhou, na altura, Lilianne Ploumen.

A iniciativa “Ela Decide” inclui não apenas contribuições dos governos, mas também do setor privado, de organizações não-governamentais e de cidadãos que entendam ajudar à causa.

Esta quinta-feira, Ploumen vai encontrar-se, em Bruxelas, com representantes de mais 40 países para, juntos, pensarem numa forma de angariar mais donativos para compensar o corte de mais de 560 milhões de euros, resultante da decisão do presidente norte-americano.

O objetivo é que as mulheres, principalmente as que vivem em países menos desenvolvidos, tenham acesso a meios contracetivos seguros, planeamento familiar, educação sexual e ao aborto seguro.