Um porta-voz de um grupo de sócios do Sporting Clube da Guiné-Bissau disse esta quinta-feira à agência Lusa que pretendem destituir o presidente do clube, Daniel Mango, que acusam de faltar ao diálogo e não pagar salários aos jogadores. Midana Sambú, que se autoproclamou presidente do núcleo de sócios e adeptos do Sporting Clube da Guiné-Bissau, acusou Daniel Mango de dever salários, prémios de jogo e subsídios de assinatura de contrato aos jogadores.

Segundo Sambu, quando os atletas ‘leoninos’ começaram a exigir o pagamento dos valores em atraso, o presidente do clube dispensou-os e chamou para o jogo da última jornada, no passado fim-de-semana, os juniores do clube. O Sporting acabou derrotado por 2-0 pelo Futebol Clube de Canchungo, criticou Midana Sambú, que vê na ação do presidente do clube “uma atitude deliberada” para levar os ‘leões’ da Guiné-Bissau a descerem à segunda divisão.

No último domingo, os ânimos estiveram exaltados ao ponto de o presidente ter sido impedido de entrar na sede do clube, em Bissau, perante protestos e apupos do grupo de sócios que contesta a atuação de Daniel Mango. O dirigente, contou ainda Midana Sambú, teve que recorrer à polícia, que acabaria por conduzir alguns sócios para a esquadra onde foram aconselhados a parar com os protestos.

O presidente do núcleo de sócios e adeptos do Sporting Clube da Guiné-Bissau diz que, até novas eleições, que acredita virem a ser convocadas brevemente, o clube será dirigido por uma comissão. O Sporting defronta no sábado o Benfica de Bissau para o campeonato guineense de futebol.

Midana Sambú diz que, “apesar da confusão”, a equipa vai lutar para tentar vencer o rival que lidera a prova com 20 pontos, mais oito que os “leões”, que ocupam a sétima posição. Contactado pela Lusa, Daniel Mango prometeu esclarecer toda a polémica numa conferência de imprensa oportunamente.