Pelo menos 12% dos hóspedes e 10% das dormidas turísticas em Portugal em 2016 foram registados em alojamento local (AL), revelou esta sexta-feira a secretária de Estado do Turismo, destacando a importância crescente deste tipo de alojamento.

“Os números mais recentes que tenho apontam que cerca de 12% dos hóspedes já ficam em AL, cerca de 10% das dormidas registam-se no AL. Isto demonstra a grande importância que esta realidade criada legalmente em 2008 tem no nosso país”, disse Ana Mendes Godinho, salientando, contudo, que estes números, relativamente a 2016, “ainda não estão fechados”.

A secretária de Estado discursava no final da apresentação de um estudo da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), em parceria com o ISCTE — Instituto Universitário de Lisboa, a Sítios e com o apoio do Turismo de Portugal, que caracterizou o AL na Área Metropolitana de Lisboa (AML).

A governante destacou ainda que o AL “tem também expressão pela criação de emprego e fontes alternativas de receitas” para muitos jovens e muitas famílias e contribuiu para dar vida aos centros urbanos, com a requalificação de muitos imóveis que estavam vazios e que voltaram a ser habitados.

Ana Mendes Godinho destacou ainda que o AL conseguiu “posicionar Portugal em mercados em que não estava e que não conseguia atingir”, tendo recentemente recebido prémios internacionais pela qualidade dos hostels.

A lei que enquadra a atividade do AL foi criada em 2008 e registou-se nos últimos anos “uma grande evolução de entrada na economia ” destas unidades que antes estavam na chamada economia paralela.

Se eu vos disser que, desde o início de 2016, já temos quase 20.000 novos registos na economia formal, isso impressiona”, revelou a secretária de Estado.

O Estado está a exercer o seu papel de regulador e de fiscalizador, realçou, revelando que está a ser realizado um “trabalho intenso com as plataformas”, para que estas exijam “a quem se regista que tenha um número de alojamento local”, para que apenas estejam disponíveis unidades registadas.

Mas há também um trabalho cada vez mais inteligente por parte do Estado, no sentido de fiscalizar através de cruzamento eletrónico dos dados” do registo nacional de AL e da oferta que está nas plataformas de alojamento, “no sentido de sermos cada vez mais eficazes e não perdermos tanto tempo em termos de fiscalizações presenciais ‘ad-hoc’ para controlo”, salientou.