Imigrantes

Dois argelinos fugiram a nado de navio atracado no Barreiro e ainda estão a monte

320

Dois imigrantes argelinos embarcaram num navio-tanque rumo a Portugal. Depois de descobertos, partiram a janela do barco e nadaram até terra, no Barreiro. Autoridades portuguesas tentam encontrá-los.

CARLOS BARROSO/LUSA

Dois cidadãos argelinos fugiram na última quarta-feira de um navio atracado no Barreiro e continuam a monte, avança o jornal Correio da Manhã, citando fonte da Autoridade Marítima. Os dois tinham embarcado clandestinamente no porto de Arzew, na Argélia, num navio-tanque carregado com gás que faria a travessia para Portugal. Depois de terem sido identificados pela tripulação como imigrantes ilegais, acabaram por fugir a nado e ainda não foram encontrados. O Ministério da Administração Interna confirmou entretanto ao Observador que “as autoridades policiais estão a realizar todos os esforços para localizar estes dois cidadãos”.

O alerta foi dado na última quarta-feira, tendo o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras alertado a Polícia Marítima e a Polícia de Segurança Pública. Segundo aquele jornal trata-se de Jaloul Bensmail e Samir Miloudi, de 44 e 45 anos, que embarcaram de forma clandestina no navio-tanque Queen Isabella no porto de Arzew, na Argélia, que se preparava para rumar a Portugal.

Os dois homens foram identificados pela tripulação a bordo do navio, quando ainda estavam em águas estrangeiras e foram retidos na enfermaria. Foi aí que a tripulação notificou as autoridades portuguesas. A ideia era, depois de serem identificados e as autoridades notificadas, partirem de novo para a Argélia quando o navio fizesse a viagem de regresso. Mas os dois homens terão conseguido partir o vidro quando a embarcação fazia a descarga no Barreiro, e atiraram-se ao rio Tejo, fugindo para terra. Permanecem em fuga desde então.

No comunicado, o MAI descreve detalhadamente todos os procedimentos tomados desde que o Governo português teve conhecimento da situação. “Numa altura em que o navio se encontrava ainda no Porto de Huelva, Espanha, o SEF emitiu um alerta comunicando às autoridades de controlo costeiro e marítimo competentes solicitando a colaboração no sentido de acompanhar o trajeto do navio em águas nacionais”, lê-se.

O SEF apressou-se então a consultar todas as bases de dados para conferir a identidade fornecida pelos cidadãos em causa e não obteve registos que pusessem em causa a segurança nacional, pelo que concluiu tratar-se de uma questão de imigração ilegal. “Não existe informação sobre estes dois cidadãos relacionada com a segurança nacional, pelo que se aponta, mais uma vez, para mais um caso ligado ao fenómeno da imigração ilegal”, escreve fonte do Ministério.

Segundo o MAI, o serviço de estrangeiros e fronteiras deslocou-se à embarcação para verificar a documentação e para apurar se havia necessidade de uma intervenção das autoridades policiais. “Foi questionado o comandante do navio se pretendia segurança e vigilância a bordo por parte das autoridades policiais nacionais, tendo aquele informado não necessitar pois dispunha de local próprio para o efeito e a tripulação tomaria conta da situação. O SEF controlou a sala onde os clandestinos se encontravam e constatou a existência de condições para o efeito”, continua a ler-se.

“Mais tarde, o SEF e restantes autoridades portuguesas, designadamente a Polícia Marítima e a PSP, foram informados da fuga dos dois clandestinos e de imediato o SEF procedeu aos contactos adequados para este tipo de situações – a nível interno e internacional, nomeadamente partilha de informação de modo a permitir identificação e deteção dos dois clandestinos, incluindo inserção de alertas por não admissão no espaço Schengen via Sistema de Informação Sirene”, acrescenta ainda o mesmo comunicado, que sublinha os esforços que estão a ser feitos pelas autoridades.

Até agora, contudo, ainda não há sinal dos dois imigrantes clandestinos, mas o Governo desvaloriza a situação, dizendo que o transporte de clandestinos a bordo de navios de carga “não é uma novidade e existe um conjunto de procedimentos e medidas que nestes casos são adotados”.

    Se tiver uma história que queira partilhar ou informações que considere importantes sobre abusos sexuais na Igreja em Portugal, pode contactar o Observador de várias formas — com a certeza de que garantiremos o seu anonimato, se assim o pretender:

  1. Pode preencher este formulário;
  2. Pode enviar-nos um email para abusos@observador.pt ou, pessoalmente, para Sónia Simões (ssimoes@observador.pt) ou para João Francisco Gomes (jfgomes@observador.pt);
  3. Pode contactar-nos através do WhatsApp para o número 913 513 883;
  4. Ou pode ligar-nos pelo mesmo número: 913 513 883.

Agora que entramos em 2019...

...é bom ter presente o importante que este ano pode ser. E quando vivemos tempos novos e confusos sentimos mais a importância de uma informação que marca a diferença – uma diferença que o Observador tem vindo a fazer há quase cinco anos. Maio de 2014 foi ainda ontem, mas já parece imenso tempo, como todos os dias nos fazem sentir todos os que já são parte da nossa imensa comunidade de leitores. Não fazemos jornalismo para sermos apenas mais um órgão de informação. Não valeria a pena. Fazemos para informar com sentido crítico, relatar mas também explicar, ser útil mas também ser incómodo, ser os primeiros a noticiar mas sobretudo ser os mais exigentes a escrutinar todos os poderes, sem excepção e sem medo. Este jornalismo só é sustentável se contarmos com o apoio dos nossos leitores, pois tem um preço, que é também o preço da liberdade – a sua liberdade de se informar de forma plural e de poder pensar pela sua cabeça.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: rdinis@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)