O Tribunal da Relação de Lisboa mandou a editora Gradiva recolher o livro de José António Saraiva de todos os distribuidores num prazo máximo de vinte dias, avança o jornal Público. A decisão foi tomada na sequência do recurso de uma providência cautelar apresentada pela jornalista Fernanda Câncio, que considerava que “Eu e os Políticos” violava o direito à reserva da vida privada e ao bom nome quando contava episódios do tempo em que era namorada de José Sócrates.

Tal como foi pedido por Fernanda Câncio, a venda do livro assinado pelo ex-diretor do semanário Sol foi proibida porque “trata-se de uma evidente invasão da zona da vida privada da requerente, e nesta, parcialmente, na sua esfera íntima”.

Em novas edições, especificou o coletivo de três juízes, os dois parágrafos relativos à jornalista vão ter de ser eliminados, uma exigência que uma juíza da primeira instância já tinha recusado. Esses dois parágrafos contam pormenores da vida íntima de Fernanda Câncio, que foi namorada do antigo primeiro-ministro José Sócrates.

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Ao Observador, a Gradivo diz ter entregue a decisão do tribunal aos advogados: “Esta é uma situação inédita e por isso a Gradiva não quer, para já, tomar uma decisão enquanto não tivermos um parecer dos nossos advogados”, disse ao Observador Helena Rafael.