As mulheres continuam a ter um risco de pobreza mais elevado do que os homens e, em 2015, o valor dessa taxa era superior ao registado há dez anos, divulgou esta terça-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).

O INE divulgou esta terça-feira a publicação ‘Portugal 2015’, com vários indicadores sócios económicos referentes ao período a partir de 1990 e até esse ano, afirmando que “as mulheres voltaram a ter um risco mais elevado entre 2013 e 2015”, quando a taxa de risco de pobreza feminina de 19,6% comparava com uma de taxa de 18,2% nos homens.

A taxa de risco de pobreza nas mulheres, segundo os números do INE, atingiu 20,1% em 2014 (depois de 20% em 2013), reduzindo-se no ano seguinte para 19,6%. No entanto, é preciso recuar até 2004 para encontrar novamente um valor tão elevado.

Nesses 10 anos a taxa de risco de pobreza nas mulheres é sempre superior à dos homens, atingindo um diferencial máximo, nesse período, de 1,8 pontos percentuais, em 2006. Nesse ano, a taxa de risco da pobreza nos homens era de 17,2%, nas mulheres de 19%.

A única exceção entre 2005 e 2015 ocorreu em 2012, quando a taxa de risco de pobreza das mulheres foi ligeiramente (0,1 pontos percentuais) inferior à dos homens.

O INE afirma também que “a taxa de desemprego feminino tem registado valores superiores à taxa média de desemprego total”.

Entre 1998 (o primeiro ano para que o INE apresenta estes dados) e 2014 a taxa de desemprego feminino ficou acima da taxa de desemprego total, à exceção de 2012, quanto a percentagem de mulheres desempregadas – 15,5% – foi igual à média.

Em 2015, pela primeira vez neste período de 17 anos, a taxa de desemprego feminino, de 12,2%, foi inferior à taxa de desemprego total, de 12,4%.

Por fim, o INE destaca também que a participação das mulheres no mercado de trabalho continua a ser inferior à dos homens. “Esta diferença, que foi de 10 pontos percentuais em 1998, foi decrescendo, tendo atingido 2,3 pontos percentuais em 2015”, afirma.

O Dia Internacional da Mulher é celebrado a 8 de março.