O Presidente do Brasil, Michel Temer, e o ministro das Finanças, Henrique Meirelles, garantiram que a economia já começou a crescer, uma afirmação que fizeram logo após a divulgação da informação de que o Produto interno Bruto (PIB) do país recuou 3,6% em 2016. A declaração dos dois membros do poder executivo brasileiro aconteceu na abertura da reunião do Conselho de Desenvolvimento Económico e Social, em Brasília.

Segundo Michel Temer, os indicadores mais recentes mostram que a economia brasileira voltou a apresentar sinais positivos. “A inflação vem recuando em ritmo mais acelerado do que muitos previam e até mesmo do que eu esperava. De uma taxa de mais de 10% quando chegamos ao Governo fechamos 2016 com 6,3%, abaixo do teto da meta prevista no ano passado (…). Já estamos derrubando a inflação neste mês de fevereiro para abaixo de 5%”, disse o Presidente brasileiro.

O chefe do Estado também citou a queda da taxa básica de juros, que passou nos últimos meses de 14,25% para 12,25%. Já o ministro das Finanças, Henrique Meirelles, foi mais otimista ao declarar que “o PIB divulgado esta terça-feira se refere ao ano passado. É o espelho retrovisor”.

O ministro disse que já se percebe esta retoma, citando relatórios de diversas áreas que mostram que ainda se sentem os efeitos da recessão, “mas o país já começa claramente a crescer”. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou esta terça-feira que a economia do Brasil recuou 3,6% no ano passado. Foi o segundo ano consecutivo de queda no PIB do país, que em 2015 havia recuado 3,8%.

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O resultado do PIB brasileiro foi pior do que o esperado pelos analistas de instituições financeiras brasileiras no último boletim Focus, um levantamento semanal do Banco Central que consulta 100 fontes do mercado financeiro, cuja previsão de retração para a economia era de 3,5%.

Fatores políticos, como a destituição da ex-Presidente Dilma Rousseff e as investigações da Operação Lava Jato, que investiga desvios cometidos na petrolífera Petrobras e em outras instituições públicas do país, colaboraram para a retração da economia afetando a confiança, os investimentos e consumo da população no Brasil.