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Porto e Gaia acolhem etapa da Red Bull Air Race a 2 e 3 de setembro

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A competição aérea Red Bull Air Race regressa ao Porto e a Vila Nova de Gaia a 2 e 3 de setembro, cidades que acolheram o evento durante três anos (entre 2007 e 2009).

BERND SETTNIK/EPA

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  • Agência Lusa

A competição aérea Red Bull Air Race regressa ao Porto e a Vila Nova de Gaia a 02 e 03 de setembro, cidades que acolheram o evento durante três anos (entre 2007 e 2009), foi esta quarta-feira anunciado.

A informação consta de uma nota de imprensa distribuída aos jornalistas à entrada para a conferência de imprensa convocada para as câmaras do Porto e Vila Nova de Gaia e o Turismo do Porto e Norte apresentarem “um grande evento internacional a ter lugar nas duas cidades este ano”. Dez anos depois da estreia no rio Douro, a competição internacional regressa ao Porto e a Gaia com “a sexta e antepenúltima etapa do calendário” de 2017, acrescenta a mesma nota.

A Red Bull Air Race é uma corrida em que as aeronaves de alta velocidade e baixa altitude, que se deslocam entre pilares insufláveis. Durante três anos consecutivos, uma etapa do campeonato internacional realizou-se no Porto e em Gaia, sobre o rio Douro, entre o viaduto de Massarelos e a Ponte Luiz I.

Em dezembro de 2009, o Turismo de Lisboa assinou um acordo com a Red Bull para a realização de uma prova sobre o Tejo, mas a competição acabaria por nunca chegar à capital ou regressar ao rio Douro. Segundo o documento a que a Lusa teve acesso na altura, o acordo foi feito pelo Turismo de Lisboa, em representação dos municípios de Lisboa e Oeiras, que ficariam obrigados a financiar em 3,5 milhões de euros a prova, a realizar na área “entre a Torre de Belém e a Ponte 25 de Abril em 2010”.

O então presidente da Câmara do Porto, Rui Rio (PSD), alertou na ocasião que, enquanto o evento sobrevoou o rio Douro, as autarquias do Porto e de Gaia pagavam 800 mil euros (400 mil euros cada) por ele. Em setembro de 2009, de acordo com informações divulgadas na altura pelas autarquias do Porto e de Gaia, cerca de 720 mil espetadores juntaram-se nas margens do Douro para assistir àquela que é considerada a “Fórmula 1 dos Céus”. A 17 de março de 2010, o então vice-presidente da Câmara de Gaia, Marco António Costa (PSD), anunciou que a corrida de aviões ia regressar ao Douro, passando a realizar-se alternadamente com Lisboa, de acordo com negociações que estavam a ser ultimadas.

A 25 de março, o então presidente da Câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes (PSD), alertou ser “impossível” cumprir a proposta feita pela organização da Red Bull Air Race para deslocar a prova para a foz do Douro. De acordo com Menezes, a mudança levaria a corrida para a zona mais poente do estuário do Douro, que tinha sido “recentemente classificada como a primeira reserva ambiental municipal do país”, e colocaria em perigo uma escarpa de Gaia onde existem “sérios riscos de derrocada”.

Em abril de 2010, foi divulgado que a Red Bull aceitava manter a prova aérea com o mesmo trajeto dos últimos três anos, mas, a 07 de julho, a etapa prevista para o Douro foi cancelada pela organização. A Câmara de Gaia disse ter sido informada pela Red Bull Air Race do cancelamento da prova em Portugal, evocando motivos de natureza económico-financeira ligados à crise internacional”. Em comunicado, a Red Bull Air Race justificou o cancelamento da prova que se ia realizar em setembro, com o “inesperado atraso no processo que tinha como objetivo alcançar um novo acordo para o destino da corrida”. A Câmara do Porto lamentou a decisão que disse ter “apanhado de surpresa todas as entidades envolvidas, sobretudo depois da disponibilidade para o necessário esforço financeiro”.

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