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Carlos Costa

Carlos Costa: Caixa Económica Montepio “está estabilizada”

O governador do Banco de Portugal garante que a Caixa Económica, que gere o Montepio, "está estabilizada" e "a dar passos sérios no sentido de se transformar num pilar financeiro do terceiro setor".

JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

O governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, garante que hoje “há mecanismos de seguimento muito mais potentes do que havia” na altura da crise do BES e afirma que a Caixa Económica, que gere o Montepio, “está estabilizada” e “a dar passos sérios no sentido de se transformar num pilar financeiro do terceiro setor”. “Há uma grande atenção aos efeitos de euforia, nas fases de expansão”, ao mesmo tempo que “há instrumentos de intervenção, se a questão for detetada a tempo”, defende.

Na segunda parte de uma entrevista ao Público, publicada esta quinta-feira, Carlos Costa admite que o único acionista do banco “é uma entidade que não é supervisionada pelo Banco de Portugal”, mas que “a entidade que o supervisiona está consciente da necessidade de ser diligente e estar atenta à instituição”.

“O que me preocupa não é que o acionista tenha problemas, é assegurar que o banco não está exposto ao acionista. Essa é que é a raiz do contágio. Se um acionista tiver dificuldades, vende aceções e a sua participação sem afetar o banco”, afirma o governador do Banco de Portugal. “Só afeta se ele também beneficiar de crédito”, sublinha, acrescentando que “o crédito entre entidades relacionadas não pode ser aceite”.

Governador deve ser nomeado pelo Presidente

Sobre a mudança nas regras de supervisão dos bancos, o governador do Banco de Portugal defende que a nomeação para aquele cargo deve ser feita diretamente pelo Presidente da República, por indigitação do Governo, e para um mandato único de oito anos, “em nome da independência”.

Também o Conselho de Auditoria, defende, “devia ser nomeado pela Assembleia da República, por indigitação do Governo”. O governador recorda que apresentou em 2012 uma proposta neste sentido ao ministro das Finanças, e sublinha que não exclui, “em nada, o Governo do processo”. Prefere, afirma, “uma dupla legitimidade”.

Carlos Costa admite ainda que “há motivos para aperfeiçoamento”, e explica que tem “ideias muito claras sobre reforço de articulação entre supervisores”, como a criação de um “secretariado permanente para partilhar informação”.

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