As agências norte-americanas CIA e FBI anunciaram, esta quarta-feira, que vão lançar uma investigação criminal sobre a fuga de documentos pela WikiLeaks. A ação vai ser coordenada, em conjunto, pelas duas agências.

Em causa está a apresentação pública de milhares de documentos levada a cabo pela organização fundada por Julian Assange em 2006, conhecida por tornar públicos documentos confidenciais (e comprometedores) de Estados e empresas.

A notícia, revelada esta terça-feira, diz que CIA consegue capturar informação de smartphones, de televisores com ligação à Internet e de automóveis.

Quer as agências de segurança, quer a Casa Branca, recusaram comentar a autenticidade dos documentos. Contudo, a inquietação é evidente. Um porta-voz da CIA disse à BBC que “Os americanos devem ficar muito preocupados com a revelação de documentos que ponham em causa a capacidade da agência em proteger a América de terroristas e outros adversários.”

Outro aspeto importante, amplamente debatido desde a revelação destes documentos, foi também sublinhado pelo porta-voz da CIA: “Estas divulgações não só comprometem o pessoal e as operações dos EUA, mas também dão aos nossos adversários ferramentas e informações que nos podem prejudicar.”

A investigação vai tentar determinar de que forma os documentos foram parar às mãos da WikiLeaks, ou seja, se tal ocorreu a partir do interior da agência de segurança, ou se a fuga se deu através de um ataque exterior.