Os escoceses poderão ser novamente chamados a votar num referendo à independência da Escócia relativamente ao Reino Unido no outono de 2018, poucos meses antes da data marcada para a saída definitiva do Reino Unido da União Europeia.

Em entrevista à BBC, a primeira-ministra da Escócia, Nicola Sturgeon, defendeu que 2018 será uma data “do senso comum” para um segundo referendo à independência do país, sem confirmar, contudo, que já tenha sido tomada alguma decisão sobre a votação.

Segundo Nicola Sturgeon, é “altamente provável” que o novo referendo venha mesmo a acontecer, sobretudo depois do referendo que deu a vitória ao Brexit, no ano passado. Na altura, 62% dos escoceses votaram para permanecer na União Europeia. Desde então, recorda a BBC, os responsáveis pelo governo escocês têm insistido na necessidade de a Escócia se manter no mercado único.

“Quando os contornos do acordo do Reino Unido ficarem claros e o Reino Unido sair da União Europeia, penso que será do senso comum que a Escócia tenha essa escolha, se for esse o caminho que queremos seguir”, detalhou a líder escocesa, referindo-se ao fim do ano de 2018 como data possível para a decisão.

O primeiro referendo à independência escocesa aconteceu em 2014, ainda antes da hipótese do Brexit. Na altura 55% da população da Escócia votou para permanecer no Reino Unido, contra 45% que votou a favor da independência. Segundo a Reuters, grande parte das sondagens recentes mostram que o apoio à independência não cresceu muito além dos 45% de 2014. Além disso, os dados destas sondagens mostram que, regra geral, os escoceses não querem um novo referendo.