O “estado de emergência” na Turquia vai ser prolongado por mais três meses, anunciou esta quinta-feira o primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, em declarações ao jornal Haberturk. O estado de exceção foi imposto no passado dia 20 de julho, após a intentona militar falhada, sendo que se trata do terceiro prolongamento da medida oficialmente imposta no dia 11 de novembro de 2016 e depois a 3 janeiro.

Sendo assim, o “período do estado de emergência” em vigência termina no próximo dia 19 de abril, três dias depois da realização do referendo constitucional promovido pelo Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP) que defende um sistema presidencialista, conferindo para o chefe de Estado todo o poder executivo.

O governo do AKP justifica a extensão do “estado de emergência”, que lhe atribui mais poderes reduzindo e limitando direitos, com o golpe de Estado falhado e as “ameaças de várias organizações terroristas”.

O governo refere-se diretamente a “grupos armados” como o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), o Estado Islâmico e ao líder religioso turco Fethullah Gulen, exilado nos Estados Unidos, e acusado pelo governo de Ancara de ter orquestrado a intentona militar de 2016.

Se o Parlamento aprovar a medida anunciada esta quinta-feira pelo primeiro-ministro, o “estado de exceção” fica em vigor até ao dia 20 de julho.

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