A Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) vai abrir na próxima segunda-feira a delegação em Sidney, na Austrália, inauguração que vai contar com o presidente cessante da entidade, Miguel Frasquilho.

Em comunicado, a AICEP adianta que Miguel Frasquilho iniciou esta sexta-feira uma visita à Austrália onde vai inaugurar oficialmente a delegação e “estabelecer com investidores e aprofundar as relações económicas entre os dois países”.

Frasquilho vai estar em Melbourne e Sidney “em reuniões com investidores que já estão em Portugal e outros com potencial interesse” em Portugal, “além de estabelecer contactos com entidades e empresas de modo a reforçar as exportações portuguesas para esta área do globo”.

Em entrevista à Lusa em dezembro, Miguel Frasquilho, que vai ser substituído por Luís Filipe de Castro Henriques no cargo, tinha avançado que a AICEP ia abrir uma delegação na Austrália.

Em 2014, o presidente cessante da AICEP apresentou um plano estratégico, que alargava a presença das delegações da agência no mundo, mas na altura a Austrália não constava do plano, mas face às relações comerciais entre as empresas portuguesas e aquele país, a entidade decidiu abrir uma delegação.

Miguel Frasquilho vai deixar a presidência da AICEP, a seu pedido, no final do mandato. Os ‘media’ têm dado conta que Frasquilho irá ocupar o lugar de ‘chairman’ (presidente do conselho de administração) na TAP.

As exportações de bens de Portugal para a Austrália cresceram 13,2% no ano passado, face a 2015, para 122,5 milhões de euros, enquanto as importações decresceram 62,8% para 13,5 milhões de euros, o que representa um saldo da balança comercial positivo de 109 milhões de euros.

No ano passado, a Austrália era o 41.º cliente de Portugal e o seu 88.º fornecedor.

Em 2015, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), havia 821 empresas portuguesas a exportar para o território australiano, contra 792 um ano antes.

Entre os produtos mais exportados contam-se os minerais e minérios, madeira e cortiça, calçado, máquinas e aparelhos e matérias têxteis.

Do lado das importações, as máquinas e aparelhos lideram a lista, seguido das peles e couros, pastas celulósicas e papel, instrumentos de ótica e precisão e agrícolas.

Relativamente às exportações de serviços, estas diminuíram 62,2% no ano passado, face a 2015, para 186,6 milhões de euros, e as importações desceram 34,8% para 15,5 milhões de euros.

O saldo da balança comercial de serviços era positivo em 171,2 milhões de euros para Portugal em 2016.