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Protestos nas ruas de Seul contra destituição da presidente

Este artigo tem mais de 4 anos

O Tribunal Constitucional da Coreia do Sul ratificou a destituição de Park Geun-hye. Milhares de pessoas juntaram-se para mostrar apoio à presidente e duas pessoas morreram no confronto com a polícia.

Com a destituição, Park perde a imunidade e a Coreia do Sul tem que realizar eleições presidenciais no prazo inferior a 60 dias
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Com a destituição, Park perde a imunidade e a Coreia do Sul tem que realizar eleições presidenciais no prazo inferior a 60 dias

JEON HEON-KYUN/EPA

Com a destituição, Park perde a imunidade e a Coreia do Sul tem que realizar eleições presidenciais no prazo inferior a 60 dias

JEON HEON-KYUN/EPA

O Tribunal Constitucional da Coreia do Sul ratificou esta sexta-feira por unanimidade a destituição da Presidente do país Park Geun-hye que o Ministério Público considera suspeita num caso de corrupção e tráfico de influências que envolve uma amiga. Com a destituição, Park perde a imunidade e a Coreia do Sul tem que realizar eleições presidenciais no prazo inferior a 60 dias. Na sequência da decisão do tribunal, os protestos tomaram as ruas de Seul, onde morreram duas pessoas e várias ficaram feridas nos confrontos com as forças de segurança.

Os deputados da Coreia do Sul aprovaram, a 9 de dezembro, a destituição da Presidente do país, Park Geun-hye, mas a decisão tinha de ser ratificada pelo Tribunal Constitucional para ser definitiva. O escândalo “Choi Soon-sil Gate” reduziu a taxa de aprovação da Presidente a 5%, o valor mais baixo alguma vez alcançado por um chefe de Estado na Coreia do Sul desde que o país alcançou a democracia no final da década de 1980.

A Tribunal Constitucional teve como consequência imediata o convocação de protestos na capital da Coreia do Sul. Milhares de pessoas juntaram-se para contestar a decisão dos juízes. Nos confrontos com a polícia, duas pessoas acabaram por morrer. Nas imagens emitidas pelos principais canais de informação internacionais é possível observar a violência dos protestos.

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Preocupado com uma eventual escalada da violência no país, o presidente em funções, Hwang Kyo-ahn, apelou ao respeito pela decisão judicial conhecida esta sexta-feira e que valida a posição já tomada pelo parlamento nacional. “Temos todos de respeitar a decisão do Tribunal Constitucional”, começou por dizer Kyo-ahn, acrescentando que “há pessoas que não conseguem aceitar esta decisão e consideram difícil sujeitar-se a ela, mas agora é o momento de aceitar e acabar com o conflito e com a oposição” ao afastamento da presidente Park Geun-hye.

Além de apelar à calma, o presidente em funções convocou também as chefias militares, pedindo-lhes que se mantenham em estado de prontidão, caso tenham de ser chamados a intervir para restabelecer a calma nas ruas de Seul. No momento em que Kyo-ahn se dirigiu aos militares já duas pessoas tinham morrido nos protestos.

A tensão em torno do episódio já tinha começado a subir há duas. Uma equipa independente de procuradores tornou públicas esta semana as suas conclusões da investigação de mais de três meses sobre o caso de corrupção que envolve a amiga Choi Soon-sil e na qual se volta a referir a Presidente como suspeita de vários crimes. Os investigadores consideram que Park e Choi se puseram de acordo para pressionar a Samsung e outros grandes conglomerados empresariais sul-coreanos para que fizessem doações a organizações relacionadas com a amiga da chefe de Estado, em troca de um tratamento favorável das autoridades, afirmaram em comunicado. A investigação conclui também que a Presidente estava a par da criação de uma lista negra de quase 10.000 artistas e profissionais do mundo da cultura críticos do Governo, concebida com o objetivo de cortar as sus vias de financiamento público e privado.

A Procuradoria da Coreia do Sul revelou que a Presidente teve um papel “considerável” no caso e acusou formalmente Choi Soon-sil e dois antigos assessores presidenciais, indicando que Park cooperou com a amiga e os outros dois ex-colaboradores, que são suspeitos de terem pressionado mais de 50 empresas do país a doar 65,7 milhões de dólares (62 milhões de euros) a duas fundações.

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