Os organizadores do desfile do Dia de São Patrício, em Boston, EUA, recuaram sexta-feira na posição de proibir os veteranos homossexuais de marchar no desfile e autorizaram a sua participação.

O Conselho de Veteranos da Guerra Aliada do Sul de Boston anunciou na sua conta na rede social Twitter que assinou uma “carta de aceitação”, que permite aos OutVets (nome do grupo de veteranos de homossexuais) participar no desfile.

Até ao momento, ainda é desconhecida a posição daquele grupo de veteranos, ou seja, se concorda ou não com o convite para participar na marcha.

Numa anterior votação, o conselho tentou impedir os OutVets de marchar, o que provocou a condenação imediata de vários políticos, alguns dos quais afirmaram que se recusariam também a participar no evento. A decisão fez também recuar alguns patrocinadores da marcha e provocou um alarido na imprensa.

Ao início do dia de sexta-feira, o diretor executivo dos OutVets, Bryan Bishop, disse que os veteranos os tinham informado que a decisão original de proibir a sua participação está relacionada com a utilização do símbolo do arco-íris.

Bryan Bishop afirmou que o conselho confirmou que os autorizava a marchar caso não utilizassem a bandeira do arco-íris, um símbolo do orgulho gay, mas os OutVets disseram que não.

O grupo Veteranos pela Paz, que tem tentado há vários anos participar no Dia de São Patrício, disse que também não foi autorizado a participar no desfile.

Os OutVets foram autorizados a participar pela primeira vez no desfile em 2015, o que foi visto como uma decisão inovadora, depois de durante décadas os organizadores resistirem à entrada de homossexuais na marcha.

O caso foi para o Supremo Tribunal dos Estados Unidos, que em 1995 confirmou o direito do conselho proibir grupos homossexuais por motivos de liberdade de expressão.

O Conselho de Veteranos da Guerra Aliada do Sul de Boston afirmou também que a sua mensagem foi mal-entendida.

“O conselho está a aceitar todas as pessoas e organizações, mas não vai permitir mensagens que entrem em conflito com o tema geral do desfile”, refere na mensagem no Twitter.