Liderada por Klaus Frers, tetraneto de Christopher Becker (tido como o inventor do primeiro automóvel eléctrico, em 1835), a Artega deu a conhecer-se em 2009 com o GT, um desportivo de dois lugares animado por um motor 3.6-V6 de 300 cv de origem Volkswagen. Em 2015, a marca apresentou o protótipo de uma versão eléctrica deste modelo, animada por dois motores eléctricos instalados nas rodas traseiras, a que foi dado o nome de um cavalo com um invejável palmarés nas corridas: Scalo.

Agora, a Artega decidiu fazer jus às origens do seu CEO e apostar tudo na propulsão eléctrica. Para o que começou por vender aos americanos da Saleen os planos, as instalações fabris e as ferramentas de produção do GT, que passará a produzi-lo, sob nome próprio e com diferentes motores, na China.

Ao mesmo tempo, acaba de apresentar, no Salão de Genebra, o Scalo Superelletra, que combina as palavras italianas “superleggera” (superleve) e “elletrico” (eléctrico). Desenhado pelo estúdio de design italiano Touring Superleggera, começa por se destacar pelo seu habitáculo para três ocupantes, com o condutor sentado em posição central – ao estilo do McLaren F1, mas beneficiando de um muito mais fácil acesso, e de um outro desafogo, a fazer fé nas palavras da Artega.

Esta carroçaria, com portas, capot e tampa da mala em fibra de carbono, restantes painéis em alumínio e pára-choques em poliuretano, esconde uma monocoque integralmente construída em fibra de carbono, complementada por subchassis dianteiro e traseiro em aço de alta resistência. Quatro motores eléctricos de alto rendimento, cada qual instalado na sua roda e com uma potência combinada de 1.020 cv, permitem ao Scalo Superelletra cumprir os 0-100 km/h em somente 2,7 segundos, estando a velocidade máxima electronicamente limitada a 300 km/h.

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Quanto à sempre determinante fonte de alimentação destes motores, está a cargo de baterias com 120 kWh de capacidade de nova geração, para permitirem recargas super rápidas, que asseguram uma autonomia de 500 km. Segundo a Artega, não são precisos mais de quatro minutos de carregamento para garantir uma autonomia de 100 km, e 17 minutos serão o suficiente para repor 80% da capacidade das baterias.

Com o Scalo Superelletra, a Artega afirma pretender mudar o paradigma dos superdesportivos produzidos na Alemanha, e trazer à liça para este segmento a transição para a mobilidade eléctrica. A escala a que eventualmente o fará é que não será muito significativa, tendo em conta que os seus planos apontam para uma produção, a partir da Primavera de 2019, de somente 50 exemplares, a um preço médio que deverá rondar 1,59 milhões de euros.