Quando em 1985 foi descoberto o mítico navio Titanic no fundo do oceano Atlântico, tinham passado mais de 70 anos do seu naufrágio. Na altura, o famoso navio estava intacto nas profundezas do oceano e assim se tem mantido até aos dias de hoje, quando se estudam métodos para os retirar das águas. Mas, de acordo com especialistas, há agora um fungo que está a consumir e a corroer o navio e o seu prognóstico de vida é de, aproximadamente, apenas mais 14 anos.

O Titanic, alojado nas profundezas do Oceano Atlântico desde o seu naufrágio a 15 de abril de 1912, permanecia intacto quando foi descoberto, em 1985. Segundo conta a BBC, desde que o oceanógrafo Robert Ballard, da Universidade de Rhode Island, descobriu o navio, muitos foram os que o analisaram e várias teses de manutenção assim como sobre a sua degradação foram debatidas ao longo dos anos. Agora, com novos estudos, foi encontrada uma bactéria que está a corroer todo o casco do navio e fará com que este desapareça muito rapidamente.

Os primeiros indícios de oxidação do casco foram detetados em 91. No entanto, só em 201o novos dados voltaram a dar consistência à teoria, quando se conseguiu provar o tipo de bactéria em causa. Trata-se de um novo fungo, baptizado como Halomonas titanicae, por ter sido detetado apenas no navio. É tão poderoso que até resiste a um outro corrosivo bastante forte: o sal. Era expectável que a bactéria em contacto com a água salgada sofresse alterações de modo a perder força, no entanto, a Halomonas titanicae desenvolveu defesas nesse sentido.