Donald Trump defendeu que o seu plano de saúde, pensado para substituir o Obamacare, ia “salvar o dia”. Mas, de acordo com um relatório do Escritório de Orçamento do Congresso americano, o plano pode deixar 14 milhões de pessoas sem seguro de saúde já no próximo ano, número que subirá para 24 milhões numa década. Isto em troca de uma poupança de 337.000 milhões de dólares em 10 anos.

O relatório refere ainda que, com o Trumpcare, os preços das apólices de seguros podem disparar entre 15 a 20% nos próximos dois anos.

O presidente dos Estados Unidos (EUA) escolheu a primeira reunião do seu gabinete na Casa Branca para falar acerca do seu plano de saúde — o “American Health Care Act” –, descrevendo as negociações em termos comerciais.

Trump assegura que mais concorrência e menos regulamentação vão permitir uma redução do custo dos cuidados de saúde, apesar de essa redução ainda poder demorar. “É uma negociação grande, gorda e bonita” garante o presidente dos EUA. Já os democratas argumentam que o “Trumpcare” vai obrigar milhões de americanos a abandonar os seus seguros de saúde, enquanto estes aumentam de custos.

As críticas ao Obamacare e aos meios de comunicação prosseguem, com Trump a culpar a imprensa pela popularidade do programa de saúde criado por Barack Obama. “A imprensa está a fazer com que o Obamacare pareça tão bom agora de repente”, disse Trump.

E o presidente dos EUA avisa que 2017 será pior no que respeita aos custos com os cuidados de saúde:

Obamacare está a implodir. É um desastre e 2017 vai ser pior, de longe! Os republicanos vão unir-se para salvar o dia”, partilhou Trump no Twitter.