Amor e Sexo

A aventura das bonecas sexuais em Barcelona terminou

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Barcelona tinha o primeiro bordel de bonecas da Europa. Tinha, já não tem. Operava sem licença e sem o conhecimento do dono do apartamento, que descobriu tudo pelos jornais. Fechou, mas promete voltar

Há quem lhe chame o bordel com a carreira mais bem sucedida e efémera da história do Barcelona

Barcelona já não tem um bordel de bonecas. As estrelas de silicone, que ganharam notoriedade depois de uma reportagem ter revelado que a capital da Catalunha se tinha tornado a primeira cidade europeia a ter um prostíbulo no mínimo invulgar, tiveram de fazer as malas e encerrar atividade. Há quem lhe chame o bordel com a carreira mais bem sucedida e efémera da história de Barcelona.

O fenómeno foi revelado pelo jornal El Español, depois de um jornalista, fingindo-se um simples cliente, ter relatado na primeira pessoa a sua experiência com uma boneca sexual. A história correu o mundo, motivou uma série de reportagens, foi também contada pelo Observador, e chegou aos ouvidos das autoridades de Barcelona, que quiseram saber quem era o dono do bordel, até porque não havia qualquer registo de atividade no local indicado pelo jornalista. A partir daí, tudo se precipitou.

Na verdade, o bordel operava sem qualquer licença e num apartamento cujo senhorio não sabia que estava a ser a utilizado para aquele tipo de exercícios lúdicos. Segundo o mesmo jornal, o dono do apartamento explicou mais tarde que só percebeu o que estava acontecer quando leu a reportagem do El Español e reconheceu as fotografias: o inquilino a quem tinha arrendado o apartamento tinha construído um bordel dentro da sua casa. Chocado, decidiu rescindir o contrato.

Do bordel das bonecas sexuais não sobrou qualquer rasto. Do paradeiro das quatro damas de silicone, que podiam medir até 1,70 metros, pesavam cerca de 40 quilos e tinham três orifícios com 17 centímetros de profundidade, também não. A história de como tudo se processo, entre ameaças dos proprietários quando o jornalista do El Español contou a história e o absurdo da situação, é relatada igualmente na primeira pessoa pelo mesmo repórter que contou a experiência — e vale a pena ler.

A Lumidolls (bonecas prostitutas, assim mesmo), empresa responsável por esta casa de alterne pouco ortodoxa, não respondeu aos contactos do jornalista e das autoridades de Barcelona. Os responsáveis da empresa, no entanto, deixaram uma mensagem na página prometendo voltar. Em breve e num lugar secreto.

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