Rosário Teixeira requereu esta quarta-feira mais 30 a 60 dias para concluir o despacho de encerramento de inquérito da Operação Marquês. Ao que o Observador apurou, o pedido formal foi dirigido a Amadeu Guerra, diretor do Departamento Central de Investigação e Ação Penal, que terá agora de avaliar o mesmo e reencaminhá-lo para a procuradora-geral da República. Tendo em conta que foi Joana Marques Vidal a fixar a data 17 de março como deadline para fechar a investigação, será a líder do Ministério Público que decidirá sobre o pedido de Rosário Teixeira.

A dois dias do final do prazo, é expectável uma decisão rápida de Joana Marques Vidal. Diversas fontes do MP contactadas pelo Observador não acreditam que a procuradora-geral aguarde até à próxima quinta-feira, a 24 horas do final do prazo,

Ao que o Observador apurou, Rosário Teixeira, líder da equipa de investigação do caso que tem José Sócrates como principal arguido, argumenta que necessita de mais 30 dias para concluir a elaboração do despacho de encerramento de inquérito.

Procurador-geral adjunto Rosário Teixeira (ao centro) lidera a investigação que tem José Sócrates como principal arguido.
Álvaro Isidoro / Global Imagens

Trata-se de um documento extenso que poderá ultrapassar as 2 mil páginas. Depois do reforço da equipa que há 1 ano tinha oito procuradores, o texto está praticamente escrito mas necessita de uma revisão atenta. Por exemplo: há várias centenas de transações bancárias (das várias dezenas de milhares que foram escrutinadas) que estarão descritas no documento e que é necessário verificar se estão corretamente descritas.