República do Congo

Vice-primeiro-ministro congolês informa Angola sobre problemas por resolver no Congo

Leonard She Okitundu disse que o seu país tem problemas por resolver: a designação do presidente do Conselho Nacional de Acompanhamento e as modalidades de designação do novo primeiro-ministro.

A crise política instalou-se naquele país vizinho de Angola, com uma vasta fronteira comum, com a decisão do tribunal, de adiar as eleições para finais de 2017

PAULO NOVAIS/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O vice-primeiro-ministro da República Democrática do Congo (RDCongo) disse esta quarta-feira que o seu país tem agora dois problemas por resolver: a designação do novo presidente do Conselho Nacional de Acompanhamento e as modalidades de designação do novo primeiro-ministro.

Leonard She Okitundu foi esta quarta-feira recebido pelo Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, a quem transmitiu uma mensagem verbal do seu homólogo da RDCongo, Joseph Kabila.

Em declarações à imprensa no final da audiência, o também ministro dos Negócios Estrangeiros da RDCongo, disse que no último diálogo entre a oposição, a sociedade civil e a maioria presidencial ficou acordado que houvesse um período de transição, com o fim do mandato do Presidente Joseph Kabila.

O governante congolês sublinhou que durante o período de transição, o Conselho Nacional de Acompanhamento podia designar um primeiro-ministro, para trabalhar juntamente com o Presidente Kabila até às eleições.

“Desde a morte do presidente (Etienne) Tchisekedi, agora estamos a ter dois problemas. O primeiro problema é a designação do presidente do Conselho Nacionalidade de Acompanhamento e o segundo é o das modalidades de designação do novo primeiro-ministro, razão pela qual estes são dois problemas que estamos a tratar neste momento”, explicou.

O líder da oposição na RDCongo, que morreu a 1 de fevereiro passado, em Bruxelas, capital da Bélgica, onde se encontrava em tratamento médico, deveria liderar o Conselho Nacional de Acompanhamento até às próximas eleições.

Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores de Angola, Georges Chikoti, disse que o seu país acompanha todo o processo que decorre na vizinha RDCongo, salientando que o seu homólogo veio a Luanda “no âmbito da boa vizinhança” dar informações ao Presidente angolano.

“Angola tem sido um grande parceiro para a RDCongo, com o acompanhamento da sua situação interna, mas também ao nível dos Grandes Lagos, tem sido Angola que representa a região”, sublinhou Georges Chikoti.

O chefe da diplomacia angolana salientou que Angola é neste momento o vice-presidente da Comunidade de Desenvolvimento de Países da África Austral (SADC) para as questões de defesa e segurança e a este título a SADC está preocupada com a saída da MONUSCO (Missão da ONU na RDCongo).

Segundo o governante angolano, a SADC quer que o mandato da MONUSCO “seja revisto para melhor responder, corresponder, às expectativas da RDCongo em termos de consolidação da paz”.

“Portanto, todas essas informações foram dadas ao Presidente angolano para que isso possa permitir como um ‘briefing’ sobre a situação mais recente da RDCongo”, avançou.

O chefe de Estado angolano preside atualmente a Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos (CIRGL) tem promovido vários encontros para o alcance da estabilidade política, abalada nos últimos tempos devido a divergências na alternância do poder.

A crise política instalou-se naquele país vizinho de Angola, com uma vasta fronteira comum, com a decisão do tribunal, de adiar as eleições para finais de 2017, mesmo depois de ter expirado o mandato do Presidente Kabila, em dezembro de 2016.

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